Futuros do óleo de soja caem quase 4% em Chicago e pesam sobre preços do grão
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O mercado da soja, que começou o dia em campo positivo, passou a recuar novamente na Bolsa de Chicago no começo da tarde desta sexta-feira (18). As cotações recuavam entre 11,25 e 14 pontos nas posições mais negociadas, com o maio sendo cotado a US$ 16,55 e o julho a US$ 16,36 por bushel. Os futuros do grão acompanham as baixas intensas do óleo de soja, que são de quase 4% hoje. O primeiro vencimento era cotado a 71,75 cents de dólar por libra-peso, com baixa de 3,86%.
"A queda do óleo vem depois da forte queda do óleo de palma na Malásia, que foi de mais de 6%. O motivo da queda é o 'cavalo de pau' que o governo malaio deu em seu programa de biocombustíveis e ndas exportações, trazendo novas regras para ambos", explicou o time da Agrinvest Commodities.
No farelo de soja, os futuros em Chicago operam com estabilidade.
Os traders permanecem também focados em seus fundamentos, em especial à safra da Argentina e às restrições das exportações de derivados de soja no país, segundo analistas internacionais. Entre os derivados, o farelo continua subindo, enquanto o óleo perde quase 3% na CBOT.
Paralelamente, há atenção ainda sobre o comportamento da demanda da China - que tem se mostrado mais concentrada no Brasil nestes últimos dias - e nas primeiras perspectivas sobre a nova safra dos Estados Unidos, que começa a ser semeada nos próximos meses.
Do mesmo modo, permanece também em foco os desdobramentos do confito entre Rússia e Ucrânia, bem como as preocupações com o novo surto de Covid-19 na China, que exige novos lockdowns e mantém mais de 50 milhões de pessoas restritas.
A pressão dos mercados vizinhos, com trigo e milho recuando em Chicago ajudam a pesar sobre as cotações da soja em grão.
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