Soja volta a operar do lado positivo da tabela em Chicago de olho no clima no Corn Belt e no avanço do óleo
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O mercado da soja voltou a subir no início da tarde desta terça-feira (17) na Bolsa de Chicago. As cotações, perto de 12h (horário de Brasília), subiam entre 9,50 e 13 pontos nos contratos mais negociados, levando o julho a US$ 16,69 e o agosto a US$ 16,18 por bushel.
Mais cedo, as cotações testaram um movimento de correção e realização de lucros, mas na sequência voltaram a operar em campo positivo, acompanhando as altas de mais de 1% do trigo - que faz o mesmo caminho de retomada dos ganhos - bem como do óleo de soja, que sobe 1,3% para 84,10 cents por libra-peso nesta terça.
"Está faltando diesel no norte dos EUA e também caminhões, reduzindo o suprimento de soja para as indústrias. Os basis da soja e do farelo estão subindo, puxando junto os futuros na CBOT", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
As novas altas do petróleo também contribuem.
Ainda como explica Vanin, o mercado hoje se mostra menos avesso ao risco, o que ajuda a promover não só uma alta das commodities, com uma baixa do dólar. A moeda americana cai não só frente ao real, mas diante de uma cesta de moedas.
Ao lado de todas essas variáveis, há ainda a safra 2022/23 dos Estados Unidos em andamento. os traders permanecem muito atentos ao plantio norte-americano 2022/23, que segue lento e com números ainda distantes da média. De acordo com o reporte trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, a semeadura da soja foi concluída em 30% da área até este domingo (15), ligeiramente acima do índice esperado de 29% pelo mercado. Há uma semana eram 12%, no ano passado 58%, enquanto a média é de 39%.
O USDA informou ainda que 9% das lavouras de soja já germinaram, com um avanço em relação à semana anterior de 6 pontos percentuais. Em 2021 eram 19% e a média é de 12%.
Os plantios de milho e trigo também permanecem lentos e com percentuais distantes da média. E os novos mapas climáticos voltam a mostrar mais chuvas para o Corn Belt nos próximos dias. O mapa abaixo mostra as chuvas previstas para os próximos sete dias nos Estados Unidos, voltando a indicar - nas áreas coloridas em azul - volumes consideráveis para estados-chave como Iowa, Illinois, Indiana, Missouri, Wisconsin.
Ademais, permanece a atenção do mercado sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, os lockdowns na China e seus impactos sobre a demanda, bem como ao financeiro ainda muito arisco diante de tantas incertezas.
O analista da Agrinvest explica que a China tem feito algumas compras de soja no Brasil para embarques junho e julho. "Os estoques de soja na China cresceram novamente na semana passada com a chegada da soja do Brasil e dos EUA".
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