Soja testa maiores patamares em 10 anos na Bolsa de Chicago nesta 5ª; julho mira os US$ 18/bu
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Os preços da soja passaram para o lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (9) alcançando suas máximas desde 2012. O contrato julho/22, perto de 12h (horário de Brasília), subia 33,50 pontos chegando aos US$ 17,73 por bushel. A oferta restrita de produto nos EUA dão o tom do mercado nesta sessão.
"Os preços da soja em Chicago vão buscar suas máximas de todos os tempos. Um valor mais alto só foi testado em uma data na história do mercado: 4 de setembro de 2012, quando foi registrado o valor de US$ 17,89", explica a especialista internacional em commodities agrícolas Karen Braun.
Karen destaca também o comportamento do contrato novembro, que batia nos US$ 15,80, também renovando máximas nesta quinta.
A demanda segue forte pela soja norte-americana 2021/22, reforçada por mais uma semana de vendas positivas para exportação de acordo com dados reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) hoje. Foram 430 mil toneladas frente ao intervalo esperado pelo mercado de 100 mil a 500 mil toneladas.
Assim, seguem se fortalecendo ainda as expectativas de que nesta sexta-feira, 10 de junho, o USDA poderá trazer uma revisão para cima das exportações americanas de soja, enquanto deverá ainda corrigir para baixo os estoques finais do país para a safra velha.
Ao lado da demanda, dificuldades logísticas nos EUA neste momento estão sendo relatadas e ajudando no movimento de avanço dos preços não só dos grãos, mas também dos derivados.
"O farelo da soja é o produto que mais sofre com a instabilidade logística americana, subindo mais de 3%", explicam os analistas da Agrinvest Commodities.
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