Complexo soja despenca na Bolsa de Chicago, com baixas lideradas pelo farelo passando de 4%
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As baixas se intensificam no mercado da soja na Bolsa de Chicago no intensificam agressivamente na tarde desta sexta-feira (1), chegando a 3% em algumas posições. Perto de 12h50 (horário de Brasília), as perdas variavam de 45 a 59,75 pontos, com o agosto sendo cotado a US$ 15,13 e o novembro já operando abaixo dos US$ 14,00, sendo cotado a US$ 13,98 por bushel.
"As margens de esmagamento apertadas na China e a possibilidade real de desaceleração econômica global (altas de juros) seguem influenciando a venda de posições compradas de soja por parte dos fundos investidores, pressionando as cotações da oleaginosa na CBOT para baixo neste encerramento da semana, a despeito dos dados altistas na área plantada norte-americana", explica a equipe da Pátria Agronegócios.
As perdas eram muito intensas ainda entre os derivados de soja na CBOT. A perda na posição mais negociada do farelo era de 4,07% para US$ 390,30 por tonelada curta, enquanto o óleo perdia 2,9% para 62,62 cents de dólar por libra-peso.
Os especialistas afirmam ainda que "forte queda recente dos preços do óleo de palma também ajudam na pressão sobre a soja neste momento".
Apesar da redução de área americana com soja apontada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta (30), o mercado ainda sente o peso da demanda - principalmente por parte da China - os temores da recessão global, das baixas - e do momento de pressão - dos óleos vegetais e o clima que vai bem no Corn Belt neste momento.
"Tenha em mente que o clima não precisa ser perfeito em todo território americano, mas sim nos estados que começam com a letra I, o 'I States' - Iowa, Illinois e Indiana. São esses estados que sempre derrubam ou puxam a média nacional. O ano passado é um bom exemplo dessa característica", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
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