Soja cai mais de 1% neste início de semana, realizando lucros e dividindo atenções entre clima e macro
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A semana começa com os preços da soja operando em campo negativo na Bolsa de Chicago. Perto de 7h50 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa cediam entre 17,25 e 24 pontos nos principais contratos, levando o novembro a US$ 14,44 e o janeiro a US$ 14,51 por bushel. O mercado vai devolvendo parte dos ganhos expressivos dos últimos dias.
As atenções seguem mantidas sobre o clima no Meio-Oeste americano e agora também sobre divergências que começam a aparecer entre os modelos climáticos.
"Do lado clima, as chuvas nos EUA vieram acompanhadas de temperaturas mais amenas conforme previsto. Chuvas concentradas no Sul de Illinois, Leste de Missouri e no estado de Kentucky, onde causou inundações. Para os próximos dias, os mapas do NOAA mostram forte onda de calor na parte norte dos EUA e Oeste do cinturão, regiões que também receberão menos chuvas – o modelo para 8-14 melhorou um pouco. Já o modelo EC continua mostrando mais chuvas em relação o GFS (modelo do NOAA)", explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.
Assim, o mercado mais uma vez espera também pelos novos dados do boletim semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta segunda-feira, após o fechamento da sessão em Chicago, às 17h (Brasília).
No paralelo, o financeiro e todas as tensões geopolíticas que se desenham mundo a fora também exigem atenção e monitoramento. A segunda-feira (1) é de baixa generalizada entre todas as commodities, com perdas de quase 2% no petróleo. Atenção ainda ao câmbio e à demanda por soja, em especial por parte da China.
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