Soja intensifica altas na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira com dólar mais fraco e altas no farelo
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O fôlego da soja na Bolsa de Chicago está se intensificando e, perto de 12h (horário de Brasília), as altas variavam de 8 a 18 pontos, trazendo de volta o julho aos US$ 11,74 por bushel e o novembro - referência para a safra americana - a US$ 11,37 por bushel. Não sobem somente os futuros do grão, como também do farelo, também contribuindo. O primeiro contrato subia, no caso do derivado, 0,4% para US$ 346,10 por tonelada curta. O óleo trabalha com estabilidade.
"A alta do farelo e do óleo são motivadas por um dólar mais fraco e pela divulgação do relatório da NOPA, que trouxe redução no volume dos estoques do óleo de soja americano, mesmo com aumento no processamento", afirma o time da Agrinvest Commodities.
Ainda assim, a consultoria afirma que a pressão sobre os preços da soja continua, em especial com as perspectivas de uma boa safra se desenvolvendo nos EUA. "O mercado continua com fatores baixistas limitando os ganhos para a soja, incluindo a melhora do clima nos EUA e a fraca demanda nas vendas de exportação de soja".
Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe uma redução no seu índice de lavouras classificadas como boas ou excelentes, trazendo o número de 72% para 70%. Apesar do ajuste, o percentual ainda é elevado e indica, como explicam analistas e consultores, uma boa nova safra vinda dos EUA.
Assim, as condições climáticas no Meio-Oeste americano continuam no foco central do mercado, atentos ao desenvolvimento dos campos de soja e milho nos EUA.
Do mesmo modo, os traders também monitoram a lentidão do programa exportador norte-americano, a demanda ainda tímida e - para a soja disponível, principalmente - concentrada no Brasil.
O movimento intenso de alta do dólar frente ao real, tendo a moeda americana superado a R$ 5,40 mais uma vez ontem, também é acompanhado e pesa diretamente sobre as cotações na CBOT. Hoje, a moeda americana cai 0,2% e vai a R$ 5,41.
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