Clima indica ritmo lento no plantio de soja do Brasil nos próximos dias, diz EarthDaily
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SÃO PAULO (Reuters) - Os produtores de soja brasileiros deverão aguardar mais chuvas para realizar plantio neste início da temporada 2025/26, indicando um ritmo lento em algumas regiões nos próximos dias devido a precipitações insuficientes, afirmou nesta quinta-feira a EarthDaily.
Em avaliação antecipada à Reuters, a empresa especializada no monitoramento de áreas agrícolas com uso de dados de satélite afirmou que há sinalização de menores volumes de precipitações nos próximos dias em várias áreas, após o tempo úmido recente não ter sido suficiente para melhorar a umidade do solo em parte do Sul, do Sudeste e Centro-Oeste.
"Esse déficit (na umidade) tem mantido o ritmo lento da semeadura, sobretudo no Centro-Oeste e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde muitos produtores aguardam condições mais favoráveis para garantir o estabelecimento das lavouras", avalia o analista de cultura da EarthDaily, Felippe Reis.
Até o final da semana passada, cerca de 1% da área havia sido plantada no Brasil, segundo consultorias.
Para o curto prazo, tanto o modelo europeu ECMWF quanto o norte-americano GFS indicam chuvas abaixo da média na maior parte do país, com exceção de áreas do Nordeste.
A empresa citou ainda que em Mato Grosso os volumes previstos de chuvas para os próximos dias tendem a ser menores, o que pode restringir a recuperação hídrica no curto prazo, mesmo após as precipitações terem retornado na segunda quinzena de setembro.
Em Goiás, após as chuvas da última semana, a previsão aponta o retorno da seca nos próximos 14 dias, "cenário que pode manter desacelerado o ritmo do plantio no início de outubro", disse EarthDaily.
No Mato Grosso do Sul, segundo o modelo europeu (ECMWF), a tendência é de seca do centro ao norte do Estado, após volume de chuvas recentes terem ficado baixos, afirmou a empresa.
A safra de soja brasileira está estimada em um recorde, mas um tempo mais seco em outubro, mês chave para o plantio, precisa ser monitorado, afirmou a Hedgepoint Global Markets em teleconferência na quarta-feira.
Neste início de primavera, apesar da ocorrência das chuvas, as precipitações tendem a ser irregulares nas principais regiões produtoras de grãos, disse a Rural Clima em boletim na segunda-feira.
(Por Roberto Samora)
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