Financeiro pesa e grãos derretem em Chicago

Publicado em 17/11/2011 17:27 638 exibições
O mercado financeiro voltou a pesar com força sobre o complexo de grãos nesta quinta-feira. Sem muitas novidades no campo fundamental, as cotações futuras negociadas em Chicago despencaram durante a sessão regular de hoje.

A soja fechou com queda de 19 pontos no vencimento julho/2012, apesar do anúncio de novas compras da oleaginosa norte-americana pelos chineses. De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) o país asiático comprou 420 mil toneladas da oleaginosa para recebimento na safra 2011/2012. Na terça-feira, a China já havia importado 600 mil toneladas do grão.

Segundo o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, apesar dos fundamentos relativamente altistas para a soja, como os baixos estoques nos EUA e a demanda da Ásia, a tendência baixista segue difícil de ser revertida devido às incertezas em relação à política econômica na Zona do Euro. “Primeiro foi à Grécia, agora a Itália, não sabemos se mais um País vai jogar o mercado mais para baixo ainda”, avalia. 

O sentimento negativo do mercado financeiro pressionou também os futuros do milho que derreteram durante o pregão. O cereal perdeu mais de 28 pontos no vencimento março/2012 devido às fracas comercializações da semana e as quedas dos contratos vizinhos. O trigo também encerrou a sessão em queda, com recuo de 26 pontos no contrato maio/2012 sob pressão da baixa procura pelo grão estadunidense e cenário financeiro mundial.

Para Cachia, os fundos de investimentos tiraram o dia para liquidar mais posições, mostrando uma aversão clara ao risco, não só nas commodities agrícolas, mas também nos metais e petróleo.

De acordo com o analista, o produtor que ainda não comercializou seu grão não pode mais correr riscos, pois a situação pode piorar no macroeconômico. “A crise na Zona do Euro pode piorar e diminuir a rentabilidade do produtor. Então, por menor que seja o preço, o produtor deve vender e garantir seu custo mínimo”, alerta Cachia.

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Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

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