Apesar de alta nesta 6ª, açúcar em NY acumula perdas de mais de 2% na semana
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As cotações futuras do açúcar tiveram alta leve nas bolsas de Nova York e Londres nesta sexta-feira (03), mas sem forças para reverterem uma perda semanal de mais de 2%. Assim como durante a semana, o dia foi de atenção ao petróleo e informações das origens.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 0,70%, cotado a US$ 18,75 c/lb, com máxima de 18,96 c/lb e mínima de 18,67 c/lb. Em Londres, o tipo branco teve valorização de 0,45%, negociado a US$ 486,90 a tonelada.
Na semana, o mercado norte-americano caiu 2,29%
Após de quedas recentes acompanhando os temores sobre a demanda com a nova variante da Covid-19, a ômicron, o mercado do petróleo voltou a subir nas bolsas internacionais. Nesta sexta, os preços chegaram a saltar cerca de 3% e deram suporte ao açúcar.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Rússia e aliados (Opep+) disse que não há sinal de que a ômicron atingirá expressivamente a demanda global, apesar de estar atenta para possíveis impactos no cenário de oferta e demanda.
As oscilações do óleo impactam na decisão das usinas brasileiras sobre a produção de etanol ou açúcar. Ainda no financeiro, o mercado também seguiu ao longo dos últimos dias o câmbio. Nesta sexta, a moeda estrangeira operava com leves altas ante o real brasileiro.
Além disso, o mercado estava de olho na Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo. Segundo dados oficiais, o país produziu 4,72 milhões de toneladas de açúcar entre outubro e novembro, quase 10% a mais do que há um ano.
Porém, "revendedores disseram que parecia haver suporte sólido em torno de 18,50 centavos (no mercado), um nível que provavelmente deterá as exportações da Índia".
Já o Brasil, maior player mundial do mercado, exportou 2,67 milhões de toneladas de açúcar em novembro, contra 2,9 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado, segundo dados oficiais checados pela Reuters. A safra brasileira atual e a nova também segue no radar dos operadores.
MERCADO INTERNO
A semana termina com valorização no açúcar, apesar de quedas pontuais no início da semana. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,66%, negociado a R$ 155,81 a saca de 50 kg.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 152,09 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 19,19 c/lb com alta de 0,11%.
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