Açúcar recua nas bolsas de NY e Londres nesta tarde de 2ª feira
![]()
Os contratos futuros do açúcar recuavam nas bolsas de Nova York e Londres nesta tarde de segunda-feira (14). O mercado do adoçante sente pressão de um movimento de realização de lucros ante os últimos dias, além de acompanhar a queda do petróleo.
Às 12h46 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha desvalorização de 0,99% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 19,05 c/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco caía 0,45%, negociado a US$ 527,80 a tonelada.
Depois de fechar a última sessão em alta, as cotações do açúcar sentem desde o início do dia pressão com realização de lucros. Além disso, as oscilações do petróleo no cenário internacional contribuem para as perdas do adoçante no dia.
Neste início de tarde, os preços do óleo no cenário internacional caíam cerca de 7%.
"Além das novas negociações entre a Ucrânia e a Rússia, acredito que novos bloqueios na China [por conta da Covid-19] são o motivo de um início de semana negativo para o petróleo bruto", disse è Reuters o analista do UBS Giovanni Staunovo.
Nos fundamentos, também há pressão no mercado relacionada com o acompanhamento da safra mais positiva nas origens produtoras, como no Centro-Sul do Brasil, além dos resultados de produtividade com a colheita que avança bem na Ásia.
"Há relatos de melhores condições de cultivo para as lavouras nas áreas centro-sul do Brasil, mas as usinas brasileiras estão produzindo etanol e não açúcar", disse em relatório o analista da Price Futures Group, Jack Scoville.
0 comentário
Açúcar encerra semana em baixa com perspectiva de excesso global de oferta
Vendas no Centro-Sul atingem 1,33 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de janeiro
Exportações de açúcar fecham janeiro com queda de 27,2% no faturamento frente a 2025
Fixação de preço do açúcar do Brasil em NY atinge 38%, abaixo do ano anterior, diz Archer
Açúcar amplia perdas em NY e Londres com expectativa de excesso de oferta global
Centro-Sul deve impulsionar novo ciclo de excesso de oferta no mercado global de açúcar, avalia Hedgepoint