Açúcar recua nas bolsas de NY e Londres nesta 4ª feira com pressão do petróleo
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As cotações futuras do açúcar tiveram queda na finalização dos negócios nas bolsas de Nova York e Londres nesta quarta-feira (16). O mercado teve pressão do petróleo em meio temores com a demanda pelo óleo, principalmente na China.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 0,91%, cotado a US$ 18,56 c/lb, com máxima de 18,85 c/lb e mínima de 18,51 c/lb. Em Londres, o primeiro vencimento do adoçante caiu 0,02%, negociado a US$ 522,60 a tonelada.
Apesar de oscilar dos dois lados da tabela durante o dia, o mercado do açúcar acabou fechando em baixa diante da queda do petróleo, além do peso já existente no mercado das melhores expectativas com a safra nas principais origens.
Os preços do petróleo caíram abaixo dos US$ 100 o barril nos últimos dias devido preocupações com a desaceleração da demanda pelo óleo na China por conta da Covid-19, estoques nos EUA e negociações de cessar-fogo.
"O petróleo perdeu terreno pela quinta vez nos últimos seis dias nesta quarta-feira, com traders reagindo ao esperado progresso nas negociações de paz Rússia-Ucrânia e a um aumento surpreendente nos estoques dos EUA", disse a Reuters.
As oscilações de preço do óleo impactam diretamente na decisão das usinas sobre a produção maior de açúcar ou etanol na safra.
Nos fundamentos, também há pressão no mercado relacionada com o acompanhamento da safra mais positiva nas origens produtoras do adoçante, como o Centro-Sul do Brasil. Além disso, os resultados da colheita na Ásia têm sido positivos.
"As fortes chuvas na metade Sul do Brasil aliviam as preocupações com a seca, com boas chuvas a persistir", disse o Rabobank em nota.
De acordo com a Reuters, o ritmo forte de exportações de açúcar da Índia também ajudou a colocar o mercado na defensiva.
Abinash Verma, diretor-geral da Indian Sugar Mills Association, disse na terça-feira que as exportações de açúcar da Índia devem subir para 7,5 milhões de toneladas na temporada 2021/22, acima dss 7,1 milhões da temporada anterior.
"Acreditamos que já assinamos contratos para 6,3 milhões de toneladas na temporada atual e os contratos estão sendo assinados muito rápido na Índia a cada semana", disse Verma.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar permanecem ao redor de R$ 135 a saca de 50 kg em meio atenção para a demanda. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, teve alta de 0,46%, negociado a R$ 136,51 a saca de 50 kg.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 152,97 a saca - estável, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 19,52 c/lb com queda de 2,09%.
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