Açúcar fecha com novas baixas e pode cair até 12 cents/lbp, segundo analista

Publicado em 12/02/2026 16:35
Mercado segue pressionado pela produção global

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Os preços do açúcar voltaram a cair nesta quinta-feira (12) e seguem nos níveis mais baixos dos últimos anos, em um cenário de ampla oferta global e expectativa de superávit. Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, ainda há espaço para novas quedas, com possibilidade de o contrato em Nova York recuar para a faixa entre 12,5 cents/lbp e 12 cents/lbp.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 caiu 0,09 cent (-0,65%), encerrando a 13,75 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,04 cent (-0,30%), fechando a 13,48 cents/lbp. O julho/26 também recuou 0,04 cent (-0,30%), para 13,48 cents/lbp, enquanto o outubro/26 cedeu 0,03 cent (-0,22%), terminando o dia a 13,84 cents/lbp.

Em Londres, as perdas foram mais intensas. O março/26 despencou US$ 11,10 (-2,87%), fechando a US$ 376,10 por tonelada. O maio/26 caiu US$ 4,10 (-1,01%), para US$ 400,90 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 3,20 (-0,80%), a US$ 395,10 por tonelada, e o outubro/26 perdeu US$ 2,90 (-0,73%), encerrando a US$ 393,70 por tonelada.

De acordo com Muruci, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já indica desde maio do ano passado — e reforçou em dezembro — um superávit global de 11 milhões de toneladas de açúcar. A perspectiva de excedente reduz o interesse do mercado financeiro pelos contratos futuros da commodity, pressionando as cotações.

Outro fator de baixa citado pelo analista é a revisão da produção chinesa. O governo da China estima safra de 11,7 milhões de toneladas no ciclo atual, volume 200 mil toneladas acima do esperado e significativamente superior ao padrão histórico do país.

Na Tailândia, o governo orientou as usinas a reduzirem em 50% a quantidade de açúcar adicionada a bebidas, medida que pode provocar queda relevante no consumo interno e ampliar a disponibilidade do produto para exportação.

Diante desse cenário, Muruci avalia que as usinas devem priorizar o etanol. Segundo ele, o biocombustível está remunerando atualmente cerca de 46% mais do que o açúcar em Nova York. Embora esse prêmio de arbitragem do hidratado — hoje entre 46% e 48% — deva recuar para algo entre 38% e 40%, a diferença ainda é considerada significativa.

“O foco tem que ser o etanol. A usina, por um lado, está com hedge de açúcar feito desde o final do ano passado entre 17 cents/lbp e 19 cents/lbp e tem um etanol com perspectiva de demanda muito intensa. Então, tem condição de administrar o próprio açúcar, desde que esteja hedgeada. Caso não esteja, tem que ir para etanol”, afirmou o analista.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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