Açúcar fecha novamente em alta impulsionado pelos ganhos expressivos do petróleo
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Os preços do açúcar encerraram novamente em alta nesta terça-feira (03), sustentados pela disparada do petróleo bruto no mercado internacional. O WTI avançou mais de 6% no dia e atingiu a maior cotação em 8,5 meses, fortalecendo as cotações do etanol.
Com o petróleo mais caro, cresce a expectativa de que os preços do biocombustível também avancem. Nesse cenário, as usinas podem direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a disponibilidade de matéria-prima para o açúcar e, consequentemente, a oferta global do adoçante.
Apesar do suporte vindo da energia, os ganhos foram contidos pela valorização do dólar. A moeda norte-americana alcançou o maior nível em 3,25 meses e, na tarde desta terça, acumulava alta acima de 1% frente ao real. O avanço do petróleo reforçou temores inflacionários nos Estados Unidos, reduzindo as apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve — fator que fortalece o dólar.
Um dólar mais forte tende a estimular as exportações brasileiras, ampliando a oferta global e limitando movimentos mais intensos de alta nas bolsas.
Na Bolsa de Nova Iorque, o maio/26 avançou 0,02 cent (+0,14%), fechando a 13,93 cents/lbp. O julho/26 subiu 0,03 cent (+0,22%), também a 13,93 cents/lbp. O outubro/26 ganhou 0,02 cent (+0,14%), encerrando a 14,25 cents/lbp. Já o março/27 registrou elevação de 0,01 cent (+0,07%), terminando o dia a 14,91 cents/lbp.
Em Londres, os ganhos foram mais consistentes. O maio/26 subiu US$ 0,80 (+0,19%), fechando a US$ 414,80 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 1,50 (+0,37%), para US$ 411,80 por tonelada. O outubro/26 registrou alta de US$ 2,00 (+0,49%), encerrando a US$ 411,00 por tonelada. O dezembro/26 também avançou US$ 2,10 (+0,51%), finalizando a sessão a US$ 412,10 por tonelada.
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