BNDES aprova R$ 83,9 milhões para projetos do CTC focados em produtividade da cana
O BNDES aprovou um crédito de R$ 83,96 milhões para três projetos do CTC voltados ao aumento da produtividade da cana-de-açúcar no Brasil. A iniciativa faz parte da estratégia do centro de dobrar a produtividade dos canaviais até 2040, tendo como uma das principais apostas o uso de sementes sintéticas.
Ao todo, o CTC prevê investimentos de R$ 165,54 milhões nos projetos, sendo R$ 8,68 milhões em recursos próprios e R$ 72,9 milhões provenientes da Finep, além do financiamento aprovado pelo banco.
Parte dos recursos será destinada à fábrica demonstrativa de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, recentemente inaugurada em Piracicaba. O investimento também contempla o desenvolvimento da tecnologia de plantio com esse tipo de semente e a criação de uma nova variedade da cultura resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.
As informações constam em comunicado enviado pelo centro à CVM nesta segunda-feira (27).
O contrato de financiamento, estruturado na modalidade de Cédula de Crédito Bancário, tem prazo total de 12 anos, com carência de 24 meses para o início da amortização do principal.
Os recursos serão aplicados em três frentes: a planta demonstrativa de sementes sintéticas, projetos de biotecnologia voltados ao ganho de produtividade e o desenvolvimento de variedades mais resistentes a pragas.
O CTC organiza sua estratégia por meio de um sistema integrado de inovação, sustentado por quatro frentes tecnológicas complementares: melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas, que em conjunto, buscam transformar o modelo produtivo da cana-de-açúcar no país.
Segundo Cesar Barros, ceo do CTC, cada uma dessas áreas atua de forma coordenada para potencializar os resultados no campo. “O melhoramento genético cria o potencial produtivo; a biotecnologia protege esse potencial; a ciência de dados permite convertê-lo em desempenho no campo; e as sementes sintéticas conectam e viabilizam todo o sistema. Essa integração é o que sustenta um novo patamar de produtividade para o setor”, afirma.
Realizada por meio do programa BNDES Mais Inovação, a iniciativa busca impulsionar avanços tecnológicos com impacto direto no campo. Segundo o CTC, os projetos devem contribuir para aumentar a eficiência produtiva, além de reforçar a sustentabilidade e a competitividade do setor sucroenergético brasileiro ao longo da próxima década.
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