USDA sobe safra de soja do Brasil para 125 mi de t e reduz estoques finais dos EUA; estoques de milho mantidos

Publicado em 11/02/2020 14:10
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim mensal de oferta e demanda confirmando as expectativas do mercado com redução nos estoques norte-americanos e aumento das exportações de soja. Mais do que isso, como também era esperado, revisou para cima a safra do Brasil. 

SOJA EUA

As exportações de soja dos EUA foram estimadas em 49,67 milhões de toneladas, contra 48,31 milhões do boletim de janeiro. Já o esmagamento foi mantido em 57,29 milhões. Em contrapartida, os estoques finais foram revisados de 12,93 para 11,57 milhões de toneladas, abaixo da média esperada pelo mercado. 

SOJA MUNDO

A safra brasileira foi estimada em 125 milhões de toneladas, contra 123 milhões da projeção do mês passado. O número fica ainda acima do esperado pelo mercado de 123,8 milhões e do trazido pela Conab nesta terça-feira, de 123,2 milhões. A produção da Argentina, por outro lado, foi mantida em 53 milhões de toneladas. 

O USDA trouxe ainda um aumento estimado para as exportações brasileiras de soja - de 76 para 77 milhões de toneladas - e a projeção de um aumento das importações chinesas para 88 milhões de toneladas de soja, enquanto eram estimadas 85 milhões há um mês. 

A produção global da oleaginosa também subiu e passou de 337,7 para 339,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais foram de 96,67 para 98,86 milhões nas estimativas do USDA. 

Soja USDA Fevereiro

MILHO EUA

Ao contrário da soja, as exportações norte-americanas de milho foram revisadas para baixo e estimadas em 43,82 milhões de toneladas, contra 45,09 milhões do boletim de janeiro. Na outra ponta, o uso do cereal foi corrigido de 136,35 para 137,8 milhões de toneladas. 

Assim, os estoques finais de milho foram mantidos em 48,06 milhões de tonenladas, enquanto o mercado esperava uma leve redução nos números. 

MILHO MUNDO

As safras de milho do Brasil e da Argentina foram mantidas em 101 e 50 milhões de toneladas, respectivamente. Já a mundial subiu de 1.110,84 para 1.111,59 bilhão de toneladas. Ainda assim, os estoques finais foram revisados para menos e passaram de 297,81 para 296,84 milhões de toneladas. 

Os estoques brasileiros também caíram e passaram a 4,28 milhões de toneladas, contra 4,58 milhões do boletim anterior. 

Milho USDA Fevereiro

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rudinei Luis Erpen Lagoão - RS

    O Rio Grande do Sul anda ao contrário dessa informação..., grande parte do estado passa por um período de falta de chuva desde dezembro e que, nesse momento, é limitante para a cultura da soja, pois a grande maioria das lavouras estão em enchimento de grão, e com um grande déficit hídrico..., as chuvas do último final de semana foram isoladas e de baixo volume, e para piorar a situação a semana promete ser muito quente e sem chuva o que irá consolidar perdas ainda maior..., a parte sul do estado possui lavouras com perdas superiores a 70%...

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    • Dion Cássio França dos Santos Goiânia - GO

      Está é a temporada perfeita. Produtividade baixa em período de safra cheia. Só nos resta sermos solidários com os colegas produtores do Rio Grande do Sul .

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    • Dion Cássio França dos Santos Goiânia - GO

      ...tempestade perfeita e não temporada perfeita. Tivemos o mesmo problema no ano passado aqui no sul de Goiás. Seca regionalizada e produção normal no resto do país. Isto faz com que os preços não compensem a baixa produtividade. Torcemos para que a chuva venha logo e permita uma recuperação das lavouras aí no nosso RGS.

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    • Rudinei Luis Erpen Lagoão - RS

      A seca do RS vem desde dezembro se agravando, com um janeiro de chuvas um pouco melhor nas regiões produtoras, mas um fevereiro q muitos municípios gaúchos no dia de hoje (12/02) não tiveram uma gota de chuva..., alguém acredita que numa situação dessas a quebra será de apenas 20% como alguns órgãos sugerem???

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    • Alex Renner

      Em Candiota e região a última chuva significativa foi em 21/01, lavouras estão secando com calores de 35 até 40 graus, a situação é crítica, salvo micro-regiões que pegaram chuva isoladas.

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