Após 4º verão mais quente dos EUA, USDA deve reduzir safras de soja e milho no boletim de setembro

Publicado em 10/09/2020 17:42 2070 exibições

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Depois de um agosto de adversidades climáticas no Corn Belt, o mercado espera que o boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traga correções na safras de soja e milho do país, com reduções da produtividade e, consequentemente, dos estoques finais norte-americanos de ambos os produtos. O reporte chega nesta sexta-feira, 11 de setembro, às 13h (horário de Brasília). 

"Depois de um agosto quente e seco, o USDA traz dados colhidos a campo pela primeira vez em 2020 e apresenta estimativas para a soja e o milho que poderiam dar o tom do restante do ano para a nova safra dos EUA", acredita Todd Hultman, analista líder do portal americano DTN The Progressive Farmer. 

Embora o mercado já venha precificando números menores para a temporada 2020/21 norte-americana, os traders aguardam pelo reporte com ansiedade. O último mês foi marcado por temperaturas elevadas, falta de chuvas em regiões do Meio-Oeste americano e, de acordo com informações do NOAA, o serviço oficial de clima dos EUA, o país registrou em 2020 um de seus verões mais intensos. 

Segundo os especialistas, foram ondas de calor, furacões, o temporal devastador derecho, além de incêndios bastante severos. Este foi o quarto verão mais quente dos Estados Unidos. E esse é um dos principais motivos pelos quais o mercado aposta na redução dos números da soja e do milho. 

PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE 2020/21 

A produção norte-americana de soja é esperada entre 114,09 e 119,5 milhões de toneladas, com média de 116,65 milhões de toneladas, e contra o número de agosto de 120,43 milhões. A produtividade da oleaginosa é esperada para vir entre 56,6 e 59,29 sacas por hectare, com média de 57,83. No mês passado foram reportadas 59,73 scs/ha. 

De milho, a safra esperada é entre 371,5 e 383,45 milhões de toneladas, com a média das projeções em 376,78 milhões de toneladas e menor do que o número de agosto de 388,08 milhões. O rendimento do milho americano pode ficar entre 182,85 e 189,34 sacas por hectare, com média de 185,88. Há um mês, a produtividade foi estimada em 190,17 sacas. 

ESTOQUES FINAIS EUA

2020/21 - A média esperada para os estoques finais 2020/21 norte-americanos de soja é de 12,55 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões do boletim de agosto. As estimativas variam entre 10,31 e 15,68 milhões. Para o milho se espera uma média de 61,95 milhões, contra 70,01 milhões de toneladas do mês passado, em um intervalo esperado de 54,66 e 68,51 milhões de toneladas. 

2019/20 - Os estoques finais da safra velha de soja são esperados entre 15,27 e 18,07 milhões de toneladas, com média de 16,47 e frente aos 16,74 milhões de agosto. Para o milho, o intervalo esperado é de 54,05 e 70,01 milhões de toneladas, com média de 57,69 milhões e contra o reporte anterior de 56,59 milhões de toneladas. 

ESTOQUES FINAIS MUNDO 

2020/21 - Os estoques finais de soja mundiais da safra 2020/21 são esperados entre 89,5 e 100 milhões de toneladas. A média é de 93,2 milhões, menor do que o número de agosto de 95,4 milhões. No caso do milho, os números variam de 304 a 317 milhões de toneladas, com média de 310,41 milhões. Em agosto, foram estimadas 317,5 milhões de toneladas. 

2019/20 - Para a safra 2019/20, os estoques finais de soja globais devem ficar entre 94 e 96,5 milhões de toneladas, e média de 95,6 milhões. Em agosto eram 95,9 milhões. De milho, os estoques deverão ficar entre 309,1 e 317,5 milhões de toneladas, comk média de 311,7 milhões e frente ao mês anterior de 311,3 milhões de toneladas. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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