USDA: Mercado teme cortes na safra da AMS tão conservadores quanto o da Conab

Publicado em 11/01/2022 17:09 3379 exibições

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Depois da nova estimativa para as safras de soja e milho da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgadas nesta terça-feira (11), os novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) são ainda mais aguardados sobre a produção de grãos da América do Sul. As perdas têm se agravado não só nos campos de ambas as culturas do Brasil, mas também da Argentina e do Paraguai. 

Embora aguardados, os especialistas do mercado acreditam que os novos números possam ser tão conservadores quanto os da Conab, apesar dos relatos de baixas bastante agressivas em todos os estados produtores do Brasil e em seus países vizinhos. 

"Nós já vínhamos falando que a Conab não iria ajustar de forma nenhuma seus números de acordo com o que o mercado já fez. Dito e certo. A Conab é muito conservadora, assim como o USDA, que não deve trazer grandes mudanças amanhã. Os números já eram esperados", disse o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo de Sousa. 

No entanto, nesta terça-feira, o Ministério da Agricultura argentino solicitou uma ampliação ao fundo emergencial para auxiliar os produtores afetados pela seca, no Brasil já há estado de emergência decretado em diversos estados seja pela estiagem ou pelo excesso de chuvas. No Paraguai, algumas consultorias privadas já reduzem suas estimativas de safra para algo entre 5,5 e 6,2 milhões de toneladas em relação às projeções iniciais de 9,8 milhões. 

SAFRAS DE SOJA E MILHO DA AMÉRICA DO SUL

Ainda assim, a média de algumas expectativas internacionais para a safra 2021/22 de soja do Brasil é de 141,62 milhões, dentro de um intervalo esperado de 140 a 144 milhões. Em dezembro, o USDA ainda trouxe a produção brasileira em 144 milhões de toneladas. A média esperada pela pesquisa feita pela Reuters Internacional é de 139,6 milhões, com números variando entre 131 e 143,2 milhões de toneladas. 

Para a produção de soja da Argentina, expectativas de 45 a 49,5 milhões de toneladas, com média de 48,11 milhões. No reporte do mês passado o número do USDA ainda era de 49,5 milhões, porém, alguns especialistas acreditam que os argentinos podem não colher 40 milhões de toneladas. 

Sobre o milho, as projeções para a produção brasileira - contabilizando safra e safrinha - têm média de 116,17 milhões de toneladas, com um intervalo de 114 a 118 milhões. Em dezembro o número foi de 118 milhões de toneladas. Para a Argentina, a média esperada é de 53,59 milhões de toneladas e as expectativas variando de 52 a 55,5 milhões de toneladas. Há um mês, o USDA estimou a safra argentina em 54,5 milhões de toneladas.

SAFRAS DE SOJA E MILHO DOS EUA

O mercado acredita ainda em uma leve correção na safra de soja dos EUA, com a média das expectativas em 120,7 milhões - entre 119,64 e 122,03 milhões - contra o número de dezembro de 120,43 milhões de toneladas. 

Para o milho, os números esperados pelo mercado variam de 379,29 a 385,85 milhões de toneladas, com média de 382,77 milhões. No reporte anterior, a safra americana do cereal foi estimada em 382,60 milhões de toneladas. 

ESTOQUES FINAIS EUA

Os estoques finais de soja também poderão ser revisados para cima, ficando em 9,5 milhões de toneladas, de acordo com a média das expectativas, que variam de 8,3 e 11,19 milhões de toneladas. No mês passado, a estimativa do USDA foi de 9,25 milhões de toneladas. 

Já os estoques finais de milho dos EUA são esperados entre 34,52 e 39,83 milhões de toneladas, com média de 37,92 milhões e frente ao número de dezembro de 37,72 milhões de toneladas. 

ESTOQUES FINAIS MUNDO

O mercado também espera por uma redução nos estoques finais globais de soja, atualmente estimados em 102 milhões de toneladas pelo departamento americano. A média esperada para esta quarta-feira (12) é de 99,3 milhões, em um intervalo de 95 a 104 milhões. 

No caso do milho, os números variam de 295 a 307 milhões de toneladas, com média de 304 milhões, a qual seria menor - ao ser confirmada - do que o número do mês anterior, de 305,5 milhões de toneladas.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • Luiz Henrique M Vasconcelos Uberlândia - MG

    Muito sério esse posicionamento da Conab, uma instituição que está caindo ao descrédito, muito triste !

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      Já disse aqui e vou repetir. O que esperar de agências federais e estaduais que são chefiadas por indicação política? Por que raios um senador ou deputado vai querer indicar o diretor destas agências? Mistério...

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  • Adriano Andrighetti Paim filho - RS

    Isso ai é piada pronta pode corta pra metade isso ai, se chover, caso contrário não vai paga a pena colhe as lavoura aqui no Rio Grande do Sul

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