Com bons rendimentos e preços favoráveis, área com algodão cresce 25% na safra 2018/19 na Bahia

Publicado em 26/11/2018 11:09 e atualizado em 26/11/2018 18:18
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Vazio sanitário terminou no dia 21 de novembro na Bahia e área plantada está próxima de 6%. Produtividade média tem girado em torno de 320 arrobas por hectare nos últimos anos. Cerca de 60% da safra já foi comercializada antecipadamente, com valores próximos de US$ 0,75/lbp.
Júlio Cézar Busato - Presidente da ABAPA

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Entrevista com Júlio Cézar Busato - Presidente da ABAPA sobre o Início da safra do Algodão na Bahia

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O plantio da safra 2018/1019 começou na Bahia, já  atinge aproximadamente 6% de área projetada para essa temporada e deve terminar até o dia 25 de dezembro. O vazio sanitário terminou no último dia 21 de novembro, no estado. De acordo com Júlio Cézar Busato, Presidente da ABAPA, a área de cultivo deve crescer 25% esse ano.

Ainda, a chuva tem beneficiado o produtor. Busato conta que a média de chuva esse ano tem sido maior que a dos últimos dois anos, o que tem deixado o produtor animado, “A chuva tem sido boa para germinar as lavouras”, diz.

A liderança da Associação,  conta que os dois anos anteriores foram muito benéficos para o produtor, uma vez que o clima ofereceu ótimas condições para o desenvolvimento da lavoura. O investimento dos agricultores baianos, portanto, em maquinário, fertilização do solo e melhoria da matéria orgânica foram retribuídos com 320 @/ha. Além disso, a maior procura pela fibra natural cresceu, “A procura por fibra natural está superando a produção, isso tem trazido bons preços”, conta Busato.

O Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo, produzindo 1800 kg/ha na última safra, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, “ 60% da produção de algodão brasileira é voltada para exportação, o que é muito favorável para a balança comercial”.

Com a procura ainda maior do que a oferta, os preços continuam favoráveis, Busato conta que 60% da produção já foi negociado em contratos futuros a US$ 0,75/lbp, “Esperamos agora que as condições climáticas continuem normais para que haja boa produtividade”.

A alta do dólar fez com que o custo de produção ficasse maior nesta safra 2018/2019, no entanto, com os contratos fixados na moeda americana amenizou a alta dos custos

 

Por: Fernanda Custódio e Rodrigo Ferreira
Fonte: Notícias Agrícolas

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