Preços da arroba seguem estáveis com equilibrio entre oferta curta e demanda restrita por carnes

Publicado em 23/08/2016 11:58 e atualizado em 23/08/2016 13:54
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Margens de frigoríficos melhoram com alta nos preços da carne mas ainda não dão alívio que justifique uma retomada de alta nos preços da arroba

O mercado do boi inicia a semana sem grandes alterações. A pressão negativa sobre as cotações diminuiu, mas nem os vendedores e nem os compradores conseguem mudar os patamares de preço neste momento.

De acordo com o analista Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria, o mercado vem consolidar a expectativa da última semana passada de que os preços iriam encontrar um piso e se acomodar. A pressão de baixa perdeu força, as indústrias estão voltando a pagar a referência do mercado e sentindo dificuldade para fazer escala.

A compra, em si, não evoluiu nas duas últimas semanas, o que fez com que o estoque do mercado fosse ajustado. O analista lembra que, enquanto os preços do boi pararam de cair, a carne também foi valorizada nas últimas semanas.

Nos últimos dias, o frango, que já vinha mais competitivo, perdeu um pouco a competitividade no mercado, o que gera uma situação de maior possibilidade de venda de mercado de carne bovina. “No entanto, é uma mudança gradual”, aponta.

Os contratos futuros da BM&F encontram espaço para uma grande especulação. “Não se sabe qual vai ser o patamar do dólar, o governo do fator de ano, o tamanho da redução de consumo, a real redução de oferta… Tudo isso gera cenário de incerteza e faz o mercado futuro oscilar”, destaca o analista.

As chuvas recentes também não trazem impacto para a produção. O que pode acontecer é que alguns animais confinados que já estão terminados possam ter sua saída antecipada. No entanto, apenas chuvas mais regulares e contínuas trariam maiores impactos no mercado.
Para os produtores, o analista lembra que deve haver uma necessidade de cautela. “Cuidado com o excesso de otimismo. Façam as suas contas e saibam realmente qual é a operação que vocês estão realizando”, aconselha.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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