Preço da carne recua e com isso, reduz a possibilidade de alta nos preços da arroba do boi

Publicado em 13/10/2016 12:16 e atualizado em 13/10/2016 14:49
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Consumo de carne não reage e melhor momento de preços para a arroba pode ter ficado para trás

A demanda por carne não evolui no ritmo esperado para a primeira quinzena de outubro, frustrando valorizações no boi gordo.

Somente nos últimos três dias, no mercado atacadista de carne com osso, houve desvalorização de 2,8% na cotação do boi castrados, fechando em R$ 9,32/kg.

De acordo com o consultor da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, era esperado que com as contratações temporárias, proximidade com pagamento de décimos terceiros salários e bonificações, o consumo de carne bovina registrasse recuperação já neste mês.

E para acrescentar no cenário de demanda em baixa, os resultados das exportações na parcial de outubro também não são animadores. Na primeira semana do mês, dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mostram que as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 20,8 mil toneladas, uma média diária de 4,2 mil toneladas. Esse valor corresponde a queda de 5,9% na comparação com a última semana de setembro e 19,4% na média diária do igual período de 2015.

Ao contrário das expectativas, os consecutivos recuos no mercado atacadista têm reduzido às margens de comercialização das indústrias, limitando valorização no mercado do boi gordo.

As altas acontecem de forma pontual em algumas praças, variando de acordo com a disponibilidade de animais terminados. As valorizações ocorrem ainda, devido aos frigoríficos que não possuem contratos a termo e parcerias, necessitando ir com mais frequência ao mercado.

"É nítido que a oferta tem dado sustentação para a arroba, por outro lado, para termos um mercado mais alavancado é necessário unir demanda melhor com oferta curta", explica o consultor.

A tendência para os próximos meses, segundo Lopes, é de que "o mercado ainda trabalhará com viés de alta até o final do ano, mas nada muito expressivo. Pensando em mercado futuro é muito provável que os melhores preços já tenham ficado para trás", acrescenta.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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