Em SP, cotações da arroba estão sustentadas e mercado firme. Nas demais regiões, preços não reagem e poucos negócios efetivados

Publicado em 04/01/2017 12:02 e atualizado em 04/01/2017 13:32
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Dois cenários distintos para os preços do boi e São Paulo tem melhor resultado após vendas de cortes nobres no final do ano
Confira a entrevista de Caio Toledo Godoy - FCStone

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Dois cenários distintos para o mercado do boi. Em São Paulo cotações da arroba estão sustentadas e mercado segue firme após boas vendas de final de an

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Apesar da baixa movimentação no mercado, típica de início de ano, os preços da arroba em São Paulo se mantém estáveis. A média dos negócios na praça paulista variam entre R$ 148 a R$ 150/@.

Como explicação para esse movimento, o analista da FCStone, Caio Toledo Godoy, aponta dois fatores, sendo eles, a recomposição dos estoques devido a demanda de final de ano; além, da baixa disponibilidade de animais terminados no Estado.

"Os frigoríficos precisaram adquirir boiadas para suprir a demanda de final de ano - especialmente de cortes nobres -, fator que assentou os preços em São Paulo", acrescenta Godoy.

Por outro lado a oferta restrita - considerando o período de entressafra - completa o cenário de sustentação dos preços da arroba nas praças paulistas.

Em outros estados, porém, a realidade é de mercado frouxo. A dificuldade de escoamento da produção nas primeiras semanas de janeiro restringe a necessidade de compra das indústrias frigoríficas.

No decorrer das próximas semanas, Godoy, ressalta o "movimento de preparação para o abate de fêmeas em volume maior que nos outros anos", que poderá colaborar para pressão nos cotações, somada ao início da safra de pasto.

Portanto, se faz necessária à recuperação da demanda, especialmente para dar vazão, principalmente, "as sobras de dianteiro no mercado interno, relatadas pelas indústrias", diz o analista.

Ao mesmo tempo, Godoy afirma que "ao que tudo indica teremos, no primeiro semestre, a demanda interna ainda retraída". Mas, acrescenta que "mesmo que ao longo do ano não observemos a arroba valorizando, isso não significa que teremos 2017 como um período ruim", conclui.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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