Boi a R$ 153/SP chega perto dos grandes frigoríficos e atacado em alta, com pecuarista já cadenciando vendas e consumo subindo

Publicado em 12/12/2018 12:56 e atualizado em 12/12/2018 15:11
698 exibições
Em janeiro, a partir da segunda semana, mesmo com consumo mais lento sazonalmente, indústrias terão que sair às compras e mesmo com oferta de boi acabados não 100%, produtores terão meios para manobrar as vendas.
Douglas Coelho - Radar Investimentos - São Paulo-SP

Podcast

Entrevista com Douglas Coelho - Radar Investimentos - São Paulo-SP sobre o Mercado do Boi Gordo

Download

LOGO nalogo

No estado de São Paulo, as referências para o boi gordo estão próximas de R$ 153,00/@ em função dos pequenos e médios frigoríficos estarem puxando os preços. Além disso, a venda da carne no atacado em bom ritmo e a qualidade das pastagens estão contribuindo para a firmeza na arroba.

De acordo com o sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, a situação de mercado está muito diferente do observados nos meses de outubro e novembro. “De fato essas grandes indústrias conseguiram com alguma facilidade pressionar as cotações devido ao número de confinamentos e parcerias fechadas”, comenta.

Em contrapartida, os pecuaristas estão avaliando mais as negociações e saindo um pouco do mercado por conta das chuvas volumosas e freqüentes que dá condição para o produtor manejar melhor as vendas. “Em São Paulo, Mato Grosso do Sul e triângulo mineiro estamos observando altas consecutivas desde a semana retrasada”, afirma.

Em relação ao diferencial de base, o estado do Mato Grosso do Sul está um pouco abaixo da média observada na localidade, sendo que o diferencial está em torno de 5.7. “No ano passado a média do estado girava ao redor de oito. Porém, quando comparada com trinta dias atrás percebemos que teve um alongamento”, aponta.

O consultor ainda ressalta que é importante o pecuarista utilizar ferramentas para a proteção de preços. “É sempre bom pensar que tem uma virada de calendário, mas que o tempo hábil para a chegada desse fim de janeiro é bem curto também. Isso vai dar uma segurança ao produtor na hora de vender nestes valores”, diz.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário