Quatro frigoríficos suspensos num total de 102 habilitados para China não devem impactar ritmo das exportações de carne
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Entrevista com Douglas Coelho - Sócio da Radar Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo
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As quatro unidades de frigoríficos suspensos de embarcar carne para a China não deve impactar no ritmo das exportações, sendo que o Brasil conta com mais de 100 unidades habilitadas a enviar o produto para a potência asiática. No entanto, as cotações da arroba caíram no mercado futuro após o anuncio da suspensão das indústrias.
De acordo com o Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, a informação trouxe um efeito bem limitado quando colocado em números e fundamentos. “Só o mercado futuro que sentiu essa notícia, na qual estava com uma tendência de alta e nesta manhã o mercado trabalha com desvalorizações”, destaca.
Diferente das plantas frigoríficas dos Estados Unidos que ficam muito próximas, as indústrias brasileiras ficam localizadas diversas localidades. “As empresas conseguem fazer uma migração se fechar em uma localidade ela migram para outra região”, afirma.
Em relação à negociação de preço, Coelho ressalta que os principais países produtores como os Estados Unidos, Austrália e a Índia estão enfraquecidos em relação a disponibilidade de produtos. “Eles estão enfraquecidos em entregar volume ideal com preços competitivos como o Brasil faz e isso nos deixa relativamente confortável”, comenta.
As expectativas das exportações seguem positivas com possibilidade de recorde no volume embarcado em junho. As projeções da consultoria apontam que as exportações devem ficar em torno de 160,8 mil toneladas no mês de junho.
Em São Paulo, a referência para a arroba está próxima de R$ 218,00/@, á vista e livre de imposto, diante da oferta restrita de animais e com as indústrias com dificuldade em preencher as escalas de abate. “A baixa disponibilidade de animais dificulta as indústrias a preencherem as escalas de abate e esse cenário deve continuar por mais 15 dias”, conclui.
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