DA REDAÇÃO: Deputado reclama do Ministro da Agricultura, dizendo que faltou coragem para defender o setor no Código Florestal

Publicado em 15/05/2012 12:26 e atualizado em 15/05/2012 17:21 389 exibições
Código Forestal: ruralistas temem decisões a serem tomadas em reunião de Dilma com Isabela Teixeira e Pepe Vargas (Meio Ambiente e MDA). Debates e estudo em torno das polêmicas podem vir por água abaixo.
O destino do novo Código Florestal pode ser selado na tarde desta terça-feira durante uma reunião entre a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a presidente Dilma Roussef. Com Izabella, o setor produtivo teme que a presidente possa privilegiar uma decisão ambientalista em detrimento da agricultura.

Na visão do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM/GO), o ideal seria que Mendes Ribeiro, Ministro da Agricultura, estivesse nesse encontro importante defendendo o agronegócio. O deputado conta, no entanto, que enxerga em Ribeiro uma pessoa muito mais apegada ao seu cargo do que à defesa do setor produtivo. “Eu fico triste de ver esse processo de vassalagem do Ministro da Agricultura, de não ter coragem de representar a sua classe, de defender o setor”, diz.

Enquanto os produtores rurais anseiam por uma sanção do texto do substutivo do Código Florestal, Mendes chegou a defender o veto ao parágrafo 4º e 5º do artigo 61. Para Caiado, essa foi uma atitude demagógica e irresponsável. O ministro “não soube argumentar, discutir, buscar dados da Embrapa para mostrar que aquilo que foi aprovado na Câmara dos Deputados foi feito com base cientifica, não na tese do ‘achismo’”, afirma.

Em meio a todo esse contexto de pressão negativa sobre os produtores rurais, a ANA (Agência Nacional de Águas) se pronunciou em favor do distanciamento de 30 metros nas margens de cursos d’água. Essa posição, de acordo com Caiado, é contraditória, já que não são dispensadas por parte da Agência essas mesmas exigências às áreas urbanas, onde rios atravessam cidades e áreas industriais, recebendo esgoto, contaminação e tendo assoreamento dos leitos. 
Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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