DA REDAÇÃO: Mercado reflete seca nos EUA e soja encerra pregão eletrônico da CBOT em alta

Publicado em 03/09/2013 10:58 e atualizado em 03/09/2013 14:31
426 exibições
Soja: Mercado tem forte alta em Chicago depois do feriado observando falta de chuva no Meio-Oeste norte-americano. Preços encontram suporte ainda nas exportações da safra nova dos EUA que acontecem em ritmo acelerado. Milho e trigo também avançam.

Nesta terça-feira (3), a soja encerrou o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago com mais de 40 pontos de alta em alguns vencimentos, com o mercado refletindo a seca nos EUA.

Durante o último final de semana ocorreram algumas chuvas no país, mas em regiões localizadas e com baixo volume. De acordo com o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes, isso já fez com que o mercado ficasse nervoso e as previsões climáticas para os próximos 10 dias apontam poucas chuvas, com baixa abrangência e com temperaturas não tão altas, mas que em alguns dias podem ficar entre 35°C a 40°C em algumas regiões.

“O problema é que a soja está na fase de enchimento dos grãos nesse momento e precisa de chuvas. Com isso, enquanto não chover o mercado irá apresentar essas altas até cair a primeira chuva com grande abrangência no Meio-Oeste norte-americano, quando os preços tendem a ceder, caso contrário o mercado ficará bastante firme”, afirma Ênio.

Nos EUA, as origens estavam vendendo soja da safra nova porque os preços estavam bons e o mercado estava se desenvolvendo. No entanto, agora as origens estão diminuindo as vendas porque há uma insegurança em relação aos preços e a safra. Em outro lugares do mundo também não tem ocorrido vendas, como na Argentina e no Brasil, que há 3 dias diminuiu as suas vendas, o que colabora ainda mais com as altas das cotações.

O milho também sobe na Bolsa de Chicago, porém em uma intensidade menor do que a soja, uma vez que as lavouras norte-americanas já estão praticamente salvas. Segundo Ênio a safra de milho iria atingir 359 milhões de toneladas anteriormente e agora a produção deve alcançar as 340 milhões de toneladas, o que ainda é um bom volume, que já começa a entrar no mercado em algumas regiões dos EUA: “A safra de milho terá alguma quebra, podendo ficar com 330 milhões de toneladas, mas essa produção ainda é grande, por isso a força de alta da soja é maior, já que a safra não está segura”.

No mercado interno, com a entrada da safra de milho norte-americana junto à safrinha do Brasil, ambas ficarão disputando o mercado internacional e Ênio diz que o produtor deve aproveitar os bons momentos para não ficar com um estoque alto em 2014, que poderá comprometer os preços.

Por outro lado, para os produtores de soja, os preços para o ano que vem na base porto ficarão em torno de R$ 70,00/saca, o que são valores muito bons. Nesse cenário, Ênio afirma que para os produtores que ainda venderam pouco, os momentos de alta devem ser aproveitados para fazer as suas posições. Já para aqueles que venderam muito, é melhor ter cautela, uma vez que o Brasil e a Argentina ainda não realizaram o plantio.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário