DA REDAÇÃO: Exigência da Monsanto sobre soja Intacta ainda não atinge produtores do RS

Cobrança abusiva: Exigência da Monsanto não atinge produtores gaúchos, onde existe forte movimento contra as cobranças indevidas da empresa. A ausência de apoio por parte das lideranças do setor causa revolta aos produtores.
Publicado em 14/10/2013 19:19 | Atualizado em 14/10/2013 20:13

No Rio Grande do Sul (RS), diversos sindicatos rurais se levantaram contra as exigências da Monsanto, principalmente sobre os royalties cobrados indevidamente na soja RR1 e também nos royalties cobrados sobre a moega.

No caso da exigência da Monsanto de que os produtores abram mão do ressarcimento sobre os royalties da RR1 para comprar a tecnologia Intacta, o Presidente do Sindicato Rural de Soledade (RS), José Samir Lamaison, afirma que, por enquanto, isso ainda não chegou ao conhecimento do sindicato: “Hoje (14) estivemos reunidos com a executiva da Aprosoja RS e se for comprovado que a Monsanto está exigindo isso do produtor rural do estado, a Aprosoja RS e os demais sindicatos entrarão com uma ação contra a empresa”.

Além disso, os agricultores do país também enfrentam outro problema que é a intenção de alguns parlamentares mudarem o direito dos produtores de salvarem a sua semente, assim como está contido na Lei de Proteção de Cultivares (LPC). Samir diz que todos estão muito preocupados com essa situação: “Atualmente, com os problemas que as multinacionais estão enfrentando em relação à cobrança de royalties indevidos, inclusive na moega, as empresas tentam manipular a transformação da Lei dos Cultivares para não perder esse direito”.

Os produtores do RS não se omitem em pagar pela tecnologia, mas acreditam que o preço deve ser pago na semente, sem abuso por parte das empresas.

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