DA REDAÇÃO: Café tem mais um dia de alta diante de redução da estimativa da Volcafe

Publicado em 22/04/2014 18:45 e atualizado em 22/04/2014 19:28 728 exibições
Café: mercado ganha mais de 1400 pontos em NY com nova redução nas projeções de uma importante trading para a safra brasileira. Diante da consolidação das perdas, consultor alerta para a necessidade de acompanhamento dos estoques. Eles serão fundamentais para ajustar ou desequilibrar ainda mais a relação entre oferta e demanda.

Café tem mais um dia positivo e fecha em alta na Bolsa de Nova Iorque. As notícias de uma grande quebra na safra brasileira 2014/15 estão se consolidando no Mercado internacional. A Volcafe lançou hoje uma estimativa de quebra de 18% na produção brasileira de arábica, passando de 34,6 milhões para 28,4 milhões de sacas.

De acordo com o analista de mercado Eduardo Carvalhaes, a análise da Volcafe pode ter colaborado para sustentar os preços, porém, ainda não é possível que os preços devem se manter em alta e acima do patamar de US$ 2,10 a libra-peso. “Não dá para afirmar isso... Ele parece estar se consolidando entre os US$ 2,00, mas as informações sobre o tamanho da safra brasileira e a quebra com a renda são muito importantes para esta consolidação”.     

O analista explica que o clima continua sendo importante para definir a produção e que as chuvas pode ajudar no desenvolvimento da próxima safra. “Até agora essas chuvas ainda não foram suficientes na maior parte das regiões”. Todo essa incerteza estaria causando as grandes altas no mercado internacional. 

Safras 2015/16
Além da grande perda estimada para a safra 2014/15, Carvalhaes alerta para um déficit de oferta que deverá ser sentido a partir de 2015. “Se nós lembrarmos que o Brasil precisa de no mínimo entre 52 a 53 milhões de sacas para cumprir suas obrigações de exportação e atender ao consumo interno, já faltaria algum café para nós completarmos todos os embarques e a demanda interna, então nós complementaríamos com o estoque de passagem, que restasse ainda nas cooperativas e armazéns no final de junho. O problema é que, se for mesmo esta safra, como é que vai ser em 2015 e 2016?”. Se a safra voltar a ser pequena, segundo ele, ficaríamos sem estoques.  

Fonte:
Notícias Agrícolas

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