Soja: Com chuvas localizadas, plantio permanece lento na região de Itapeva (SP)

Publicado em 28/10/2014 10:43 e atualizado em 28/10/2014 14:42 67 exibições
Safra 2014/15: Com chuvas localizadas, plantio da soja permanece mais lento na região de Itapeva (SP). A expectativa é que os trabalhos nos campos sejam finalizados até o dia 12 de novembro. Concentração da oferta pode ocasionar um aumento nos custos com logística. No caso do trigo, negócios são lentos, já que não houve melhora nos preços, que giram entre R$ 450 a R$ 500 a tonelada.

Em Itapeva, interior de São Paulo, o plantio da soja da safra 2014/15 permanece lento, já que as chuvas foram localizadas. A expectativa é que as previsões climáticas indicando o retorno das precipitações no próximo final de semana se confirmem e os agricultores consigam avançar com os trabalhos nos campos, que permanecem atrasados. Ainda assim, a perspectiva é que o cultivo do grão seja finalizado até 15 de novembro.

Na visão do presidente do Sindicato Rural do município, Dagoberto Mariano César, não houve uma variação muito grande nas áreas destinadas para as culturas da soja, milho e feijão na localidade. Já em relação ao aparecimento de pragas nas lavouras já cultivadas, uma situação comum em outras regiões, o presidente destaca que os produtores ainda não enfrentam esse problema na cidade.

Paralelo a esse cenário, a comercialização antecipada da soja continua em ritmo lento. Isso porque, em anos anteriores, os agricultores fizeram os negócios, mas após a colheita o valor do produto estava mais alto do que o travado anteriormente. Consequentemente, o produtor está cauteloso nesse momento. E, apesar da melhora nos preços praticados no mercado internacional e da recente valorização do dólar, as cotações oferecidas pela soja permanecem próximas de R$ 55,00 a saca.

Trigo

No caso do trigo, a negociação do produto também é uma preocupação dos agricultores. Com os preços em patamares mais baixos, entre R$ 450,00 a R$ 500,00, os negócios estão travados. "O agricultor ainda espera por melhores cotações, isso sem contar que, o cereal cultivado mais tarde apresenta perdas na qualidade devido às chuvas. E os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) ajudam, mas não resolvem a situação", destaca César.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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