Soja: Em Cornélio Procópio (PR), produtores retomam o plantio, mas trabalhos nos campos ainda estão atrasados

Publicado em 28/10/2014 10:44 e atualizado em 28/10/2014 15:25 266 exibições
Safra 2014/15: Em Cornélio Procópio (PR), produtores retomam o plantio da soja, mas trabalhos ainda estão atrasados. Chuvas deverão retornar à região no final de semana. Situação também deve afetar a janela ideal de cultivo do milho safrinha. Negócios antecipados da oleaginosa estão lentos e produtores seguem cautelosos. No trigo, moinhos estão abastecidos e comercialização está travada.

Após 15 dias de estiagem, as chuvas apareceram na região de Cornélio Procópio (PR) e produtores retomaram o plantio da soja. Ainda assim, os trabalhos nos campos estão atrasados e os agricultores esperam as precipitações previstas para o fim da semana para darem continuidade à semeadura da oleaginosa.

O presidente do Sindicato Rural da cidade, Floriano José Leite Ribeiro, sinaliza que as lavouras cultivadas não apresentam um desenvolvimento adequado. “Há um déficit hídrico acentuado na região, e ainda não sabemos se será necessário o replantio em algumas localidades”, destaca o presidente.

Por outro lado, a comercialização antecipada da soja continua mais lenta, assim como em outras regiões do país. “Não temos um valor de referência, já que cada negócio é diferente, com um prazo, juros e quantidade também”, ressalta Ribeiro.

E, além do atraso da soja, a situação afeta a janela ideal do plantio do milho safrinha. O cenário já é uma preocupação dos agricultores e, que possivelmente podem cancelar as compras ou até mesmo reduzir a quantidade de sementes para a próxima safrinha. “Se as chuvas não vierem podemos ter essa situação, há muita expectativa e ansiedade em relação ao clima”, explica o presidente.

Trigo

Os produtores da cidade também enfrentam dificuldades em relação à comercialização do trigo. Com os moinhos abastecidos, os agricultores não conseguem realizar a negociação do cereal e nem mesmo há um valor de referência para o produto. 

“O agricultor está com o trigo na mão e temos os custos, então é uma situação preocupante. Já os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) aliviam a situação do produtor, porém, de modo geral, é um quadro difícil. Essa situação pode desestimular os triticultores, mas é uma questão em aberto e não há uma decisão do que fazer daqui para frente”, finaliza Ribeiro.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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