Reação nos preços da carne e alta do dólar apoiam movimento de correção da arroba do boi

Publicado em 10/03/2015 13:27 e atualizado em 10/03/2015 15:25
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Reação nos preços da carne e alta do dólar apoiam movimento de correção da arroba do boi. Mas alta é limitada e cotações devem continuar trabalhando no intervalo entre R$143,00 a R$145,00/@

O  mercado do boi, e vinha de várias semanas travado, começou uma leve reação nos preços da arroba, por conta de aumento de consumo na virada do mês. Em São Paulo a arroba é comercializada a R$ 145,00 - acima do intervalo de R$ 143,00 a R$ 145,00/@ praticado nas últimas semanas.
"Essa semana nós vimos mais negócios na casa dos R$ 145, um pouco no R$ 146, e menos negócios na casa dos R$ 143", explica Marcelo Costa, analista da Socopa Corretora.

No entanto, os frigorificos que vinham trabalhando com margens apertadas - mesmo a melhora da demanda - não conseguem repassar os preços a carne. Para Costa, o aumento da demanda foi um movimento pontual que costumamente ocorre nos ínicios de meses, no entanto "volta a dúvida, agora para o meio da semana, como vai ficar a demanda no mercado interno", considera.

No mercado da carne, é comum acontecerem altas durante o início de cada mês, por conta dos consumidores que recebem seus salários, no entanto, caso a queda na demanda se confirme para o segundo semestre do mês, os preços devem voltar aos patamares praticados durante quase todo o mês de fevereiro. "A queda da mesma forma vai encontrar na contra parte a oferta restrita, então o mercado deve continuar neste intervalos, e em alguns momentos trabalhando na banda de baixo e em outros momentos na banda de cima", completou Costa.

"A alta do dólar também tem contribuido, nas últimas semanas, para sustentar a arroba nesses níveis elevados", explica Marcelo que considera a desvalorização do câmbio frente ao dólar uma possibilidade também para as exportação, mas ela ainda tem acontecido de forma lenta.

Dessa forma, Costa analise que o mercado não deve sofrer grandes alterações nas próximas semanas, tendo em vista os dados de oferta e demanda.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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