EXCLUSIVO: Mercado do boi gordo inicia a semana pressionado com aumento da oferta de animais

Publicado em 16/05/2011 12:53 e atualizado em 16/05/2011 15:31 540 exibições
Boi: oferta de animais aumenta e deixa escalas mais longas nos frigoríficos enquanto demanda por carne continua fraca e sem perspectivas de melhoras no curto prazo.

Semana inicia com mercado do boi gordo pressionado, com muitos frigoríficos fora das compras. Em São Paulo, poucos negócios foram realizadas na casa de R$ 96,00/@ à vista, preço de balcão da maioria das indústrias. O mercado atacadista de carne não apresentou bom desempenho de vendas no final de semana com a demanda enfraquecida. "O boi casado permaneceu na casa dos R$ 6,00, o que dá um boi de R$ 90,00/@ e impossibilita o frigorífico de pagar muito mais pela arroba principalmente neste período de maior oferta", diz o operador de mercado da InterBolsa, André Criveli.

Em algumas regiões do país ainda há um atraso na safra, o que sugere que existem mais bois prontos para aparecer. Para André, a chegada de uma frente fria prevista para o final desta semana pode ocasionar em piora nas condições de pastagens, fazendo com que os pecuaristas entreguem seu boi. "Junto a isso temos um atacado de carne fraco  e escalas mais alongadas que mantém os preços futuros desagiados em relação ao que vemos hoje na Esalq", comenta.

André acredita que o movimento de pressão deva permanecer forte pelo menos até o final do mês de junho. A demanda deve permanecer enfraquecida no período e a oferta não deve ser abundante. Para o operador, a recuperação dos preços está na dependência de diversos fatores, além do volume de oferta no mercado. "Se a carne não ajudar, se as exportações não se aquecerrem, se a frente fria não for tão forte quanto o pessoal está imaginando, esse boi não vai subir. Não precisa ter tanta oferta perante uma demanda fraca. O que faz a precificação é a oferta e demanda e o conjunto de fatores que está por trás disso. Eu não acredito que tenha tanto boi pra se ofertar, porém eu não vejo preços em alta pelo menos num curto prazo", acredita.

Por:
Aleksander Horta e Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

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