Feijão carioca sobe mais de R$100,00 em uma semana com demanda forte diante da restrição da oferta pela quebra da safra

Publicado em 25/01/2019 11:29 e atualizado em 25/01/2019 12:59
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Movimento de alta pode continuar nos próximos dois meses, enquanto a oferta do feijão de segunda safra não chega
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Entrevista com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE sobre o mercado do Feijão

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As referências para o feijão-carioca tiveram uma valorização de R$ 100,00 em uma semana em função da forte demanda. Em contrapartida, os produtores rurais não conseguem atender a procura devido à oferta restrita pela quebra na safra.

De acordo com o Presidente do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, teve um dia dessa semana que os preços do feijão chegaram a subir 40%. “Foi uma alta bastante forte e continuada que passou para um patamar de cotação que normalmente leva as pessoas a liquidarem”, afirma.

Os agentes do mercado estão dando conta de que o volume total de feijão será menor nesta safra em virtude de uma diminuição de área e das condições climáticas adversas. “Tem notícias de que o clima não está favorável em Minas Gerais e no Goiás, na qual o mercado acaba tentando se antecipar e os preços se valorizam”, comenta.

A liderança aponta que o movimento de alta será consistente entre os meses de março e abril. “Isso não impede que no meio do caminho tenha uma montanha russa, mas são nestes momentos que o produtor precisa ter sangue frio e levar em consideração que é apenas uma fase”, relata.

Em relação à colheita, cerca de 25% da segunda safra será colhida no mês de abril que representa 2 milhões de sacas colhidas. “A lógica indica que quando o produtor vê um produto valorizado acaba plantando, por isso vai um alerta que essa movimentação não vai durar o ano inteiro”, destaca.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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