Amendoim começa a ser colhido em São Paulo e produtores esperam queda na produtividade

Publicado em 29/03/2019 11:01 e atualizado em 29/03/2019 15:10
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Veranico de janeiro prejudicou o melhor desenvolvimento da safra que deve ter produtividade menor do que os 4 mil quilos do ano passado. Chuvas dos últimos dias atrapalham os trabalhos que devem ir até o início de maio.
Luiz Antônio Vizeu - Presidente da Câmara Setorial do Amendoim/SP

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Entrevista com Luiz Antônio Vizeu - Presidente da Câmara Setorial do Amendoim/SP sobre o Acompanhamento de Safra do Amendoim

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O estado de São Paulo está no auge da colheita do amendoim com 50% da área já colhida. O restante deve estender os trabalhos até o final de abril e início de maio. Diante de algumas dificuldades climáticas no desenvolvimento das lavouras, a expectativa dos produtores é de queda na produtividade, que na safra passada atingiu a casa dos 4 mil quilos por hectare.

“Nós tivemos um início de safra muito bom com chuvas antecipadas e em volume ótimo, mas em janeiro tivemos aquele problema de falta de chuvas generalizada que afetou as lavouras e agora, tivemos um início de colheita com muita chuva. Então nós vamos ter diversos resultados, mas o que é certo, é que vamos ter queda de produtividade e vamos ter calibres menores nesse ano. Temos que aguardar a colheita e o início do processamento do amendoim para avaliar o que o clima influenciou nesse ano”, conta Luiz Antônio Vizeu, presidente da Câmara Setorial do Amendoim do São Paulo.

Como as vendas do amendoim, em sua maioria, não são imediatas, os produtores aguardam o fim da colheita e o processamento da produção para ai sim saber seu nível de rentabilidade em momentos mais próximos do final do ano. No momento, os preços seguem na mesma média dos anos anteriores, e conseguem possibilitar o equilíbrio das contas para a lavoura.

O presidente da Câmara Setorial do Amendoim em São Paulo destaca ainda que 65% da área plantada no estado é destinada à exportação, com destaque para a Rússia (responsável por 40% do total), União Europeia (25%), Argélia e demais países.

Confira a íntegra da entrevista no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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