Preço do feijão carioca recuou nos últimos dias com aumento da oferta. Mas vendas compassadas podem ajudar a diminuir pressão

Publicado em 05/07/2019 13:16 e atualizado em 05/07/2019 15:22
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Concentração de oferta este ano acontece mais cedo, porém, o período de interferência nos preços deve ser menor
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Mercado do Feijão - Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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O aumento da oferta do feijão carioca impactou nas referências nos últimos dias, tendo em vista que nesta safra a colheita foi antecipada e os trabalhos estão concentrados. Por outro lado, os produtores rurais estão cautelosos para comercializar o produto e tem ajudado a diminuir a pressão baixista no mercado.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, os preços do feijão registraram uma queda com a antecipação da colheita. “Quando tem um volume maior concentrado a pressão de baixa existe. No entanto, os produtores rurais estão conseguindo administrar esse cenário”, afirma.

Antes as referências para o feijão estavam ao redor de R$ 150,00 a R$ 160,00 a saca, e hoje, os preços estão próximos de R$ 140,00 a R$ 150,00 a saca. “Os produtores rurais sabem que o volume a ser colhido não é um grande percentual e estão vendendo apenas o necessário. Se não fosse essa articulação dos agricultores, as cotações estariam em patamares menores”, ressalta.

Com relação ao feijão preto, a liderança salienta que as negociações continuam sendo realizadas com o grão que sofreu com o clima na segunda safra. “É um produto um pouco mais fraco e tem de todos os patamares de preços. As mercadorias de excelente qualidade estão sendo vendidas ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00 a saca e o feijão da Argentina  está próximo de R$ 160,00 a R$ 170,00 a saca, mas a preferência dos empacotadores é pelo o produto do Paraná”, destaca.  

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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