Cotações do frango vivo recuam mais de 7% só durante o mês de abril com demanda fraca

Publicado em 22/04/2015 14:32 e atualizado em 23/04/2015 13:32
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Cotações do frango vivo recuam mais de 7% só durante o mês de abril com demanda fraca
As cotações do frango em Minas Gerais estão sofrendo uma forte pressão ao longo do mês de abril. O preço do frango vivo está abaixo do custo de produção com uma queda de 7% em relação a março.  No mês passado o produtor negociava o quilo vivo por R$ 2,60, atualmente vende por cerca de R$ 2,25. A expectativa é de que o cenário não seja diferente para os próximos meses.

O produtor está trabalhando no vermelho, segundo a Diretora da AVIMIG, Associação dos Avicultores de Minas Gerais, Marília Martha Ferreira. “Tanto o produtor de frango como o mercado atacadista e varejista, estão com preços abaixo do preço normal. A carne do boi subiu, mas não houve compensação do consumidor em correr atrás do frango, mesmo ele estando bem mais barato. O consumidor está reprimido”, conta. 

“Hoje nós estamos com o quilo do tomate custando mais caro que o quilo do frango, chega a R$ 7,00, quando o frango abatido no mercado é vendido por R$ 3,90/Kg. O consumidor está meio atônito com essa questão de mercado, clima, falta d´água, redução no consumo de energia. Não se sabe mais onde economizar, por isso o frango não está substituindo inteiramente a carne bovina.” Explica.
Segundo Ferreira, podem existir casos pontuais de alta nos próximos dias, como 1º de maio (feriado) e 10 de maio (dia das mães) onde o consumo de frango é maior devido às comemorações.

Mas num cenário de longo prazo não existem grandes expectativas para a melhora do preço. Nem as exportações estão ajudando, “para o Brasil a exportação tem um valor maior, mas Minas Gerais não se beneficia com esse mercado. Claro que se a gente aumentar a exportação haverá um escoamento de oferta, mas ainda não tem essa possibilidade em curtíssimo prazo”.

O que conforta o produtor nesse momento é que, “o mercado de milho e de farelo de soja não sofreram aumento, estão com preços estáveis durante esses quatro primeiros meses, mas teremos nos próximos meses de maio, junho e julho uma valorização que ocorre normalmente nesse período,” explica. 

Ajustar a oferta à demanda é uma alternativa e a decisão sobre a produção para os próximos meses fica nas mãos das grandes empresas “elas que comandam o pequeno produtor e o produtor integrado, eles agem de acordo com o comando dos grandes entregadores. São esses que podem realmente determinar se vai haver ou não uma redução na produção”, conta a Diretora.

 
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Por: Nandra Bites// Aleksander Horta

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