Mesmo com demanda retraída, preços da mandioca seguem firmes e em patamares 100% maiores que no mesmo período do ano passado

Publicado em 19/12/2016 16:26
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Mesmo com demanda retraída, preços da mandioca seguem firmes e registram patamares 100% superiores aos registrados no mesmo período do ano passado
Confira a entrevista de Fábio Isaias Felipe - Pesquisador do Cepea

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Mesmo com demanda retraída, preços da mandioca seguem firmes e registram patamatares 100% superiores aos registrado

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O mercado da mandioca encontra um momento de alta para os preços, que estão quase 100% acima em relação ao mesmo período do ano passado. Os produtores que possuem o produto para negociar podem receber preços acima de R$460.

De acordo com Fábio Isaias Felipe, pesquisador do Cepea, os preços são justificados pela baixa oferta, embora a demanda tenha diminuído, com empresas antecipando as compras devido ao recesso de fim de ano. A oferta caiu mais, proporcionalmente, o que manteve os preços estáveis e com altas em algumas áreas.

Esse comportamento dos preços não é típico do período por conta da baixa demanda, mas neste ano, o movimento é inverso, com muitos produtores aguardando para que os preços sigam se valorizando.

A valorização também é resultado de uma diminuição na área plantada em 2014, que vem sendo colhida agora. Um levantamento do Cepea realizado no início do ano já mostrava essa diminuição para o segundo semestre.

No ano passado, foram processadas 162 mil toneladas pela indústria de fécula em dezembro. Em dezembro deste ano, o processamento até então foi de apenas 12 mil toneladas, o que evidencia essa diminuição de área.

Para janeiro, de acordo com os números do Cepea, a oferta deve continuar restrita, situação que se estende ao longo de todo o primeiro trimestre, em um momento em que a indústria começa a retomar o processamento, com compromissos de entrega de fécula e farinha.

Até chegar no mês de abril, este mercado deve ter um movimento conturbado. Depois, há a entrada de uma nova safra, que estabelecerá um novo cenário.

Por:
Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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