Clima favorável aumentou projeção de produtividade do milho no MS, mas atraso no plantio vai pesar no volume final
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Clima favorável aumentou projeção de produtividade do milho no MS, mas atraso no plantio vai pesar no volume final
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O Mato Grosso do Sul colheu apenas 5% dos 1,890 milhão de hectares da segunda safra de milho, mas o clima é favorável para os trabalhos que devem ganhar força nas próximas semanas.
Segundo o presidente da Aprosoja MS, André Figueiredo Dobashi, a expectativa de produtividade média do estado subiu das 72 sacas por hectare, esperadas inicialmente, para 76 sacas já que o clima contribuiu para o desenvolvimento das lavouras e as geadas previstas para junho não se concretizaram.
Mesmo assim, o resultado é bastante inferior as 90 sacas por hectare da safra passada já que o plantio mais tardio prejudica o desenvolvimento dos grãos. Este atraso também influenciou na redução de hectares semeados, que em 2019 foram de 2,1 milhões.
Outra questão que prejudicou os produtores sul-mato-grossenses foi o enfezamento de muitas lavouras com o ataque da cigarrinha, uma praga que não é comum ao estado e pegou os agricultores de surpresa. Pensando nisso, a Aprosoja recomenda que os produtores tenham atenção aos milhos tiguera para a próxima safra.
Olhando para a comercialização, Dobashi destaca que mais de 40% desta produção já foi negociada e novas vendas seguem sendo fechadas devido aos preços atrativos, que hoje ficam entre R$ 38,00 e R$ 40,00. A liderança aponta também que negócios para a segunda safra de 2021 já estão sendo realizados, com a saca do cereal valendo R$ 35,00.
Confira a íntegra da entrevista com o presidente da Aprosoja MS no vídeo.
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