Economia começa a reagir para gerar empregos, mas a paciência dos brasileiros está no limite

Publicado em 22/07/2019 17:19
João Batista Olivi - Jornalista
Convidamos três analistas para discutir o momento crítico da economia e da politica. A conclusão foi positiva. Ouça o opinião do economista Roberto Troster, do analista politico Renato Dias e do advogado e jornalista Fernando Pinheiro Pedro.

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Hoje o governo anunciou um congelamento adicional de 1,443 bilhão de reais nos gastos do Executivo para seguir cumprindo a meta fiscal de 2019, após o comportamento mais fraco esperado para a economia ter levado a um corte de mais de 5 bilhões de reais nas receitas esperadas para o ano. Por outro lado, a equipe econômica do governo tem um pacote de medidas pronto para impulsionar a atividade e que pode ser anunciado nos próximos dez dias, afirmou Paulo Guedes, ministro da Economia, em entrevista ao Valor Econômico. Guedes apontou ao jornal que sua expectativa é de liberação de R$ 42 bilhões do FGTS, a serem sacados no mês de aniversário dos correntistas. No caso do PIS/Pasep, ele prevê que R$ 21 bilhões ficarão disponíveis, mas só R$ 2 bilhões devem ser efetivamente retirados pelos trabalhadores.

Acompanhe:

>> Governo anuncia bloqueio adicional de R$ 1,443 bi no Orçamento para cumprir meta fiscal

>> Governo brasileiro injetará US$ 16,8 bilhões para reativar economia, por Xinhua

>> Dinheiro do FGTS vai estimular a economia e baixar os estoques do Agro, diz Markestrat

Essas duas notícias de caráter ecônomico, movimentaram o debate do 3 Análises, programa piloto comandado pelo jornalista João Batista Olivi que contou com a participação do economista Roberto Troster, do analista político Renato Dias e do advogado Antônio Fernando Pinheiro Pedro. 

Sobre essa conjuntura, Roberto Troster acredita que a economia está melhorando, o que pode ser comprovado com a recente projeção de alta do PIB, a primeira após 20 semanas de queda. Para ele, o desbloqueio do FGTS pode ser uma medida para o pagamento de dívidas e para o consumo imediato, porém terá um baixo impacto na melhoria do PIB.

Veja: 

>> Projeção de alta do PIB em 2019 interrompe 20 semanas de queda; Selic é estimada em 5,75% em 2020

Para Renato Dias, a política no primeiro semestre ficou muito travada, tendo a Reforma da Previdência como pauta principal e que mesmo assim ela só terá um desfecho no segundo semestre. Ele acredita que outras reformas e pautas políticas importantes ainda estão para serem discutidas, como por exemplo a Reforma Trtibutária e que está otimista com relação aos avanços políticos no Brasil.

Assista: 

>> Reforma tributária vai derrubar impostos do Agro para menos de 5%, diz LC Hauly, o criador do IVA

>> Com a reforma, Brasil se torna mais liberal (e menos estatista), entrevista com Renato Dias, do blog Ranking dos Políticos

Já Antônio Fernando Pinheiro Pedro reforça que, apesar dos acertos, o governo ainda vem falhando em sua estratégia de comunicação. Para ele, a descentralização da forma como Bolsonaro se pronuncia, sem o acompanhamento de um porta voz ou especialista na área jornalística, faz com que notícias conflitantes tirem o foco da população com relação aos avanços que o país tem conquistado.

Apesar de divergirem com relação a alguns pontos sobre as formas que o liberalismo econômico repercutirá na geração de empregos, os 3 acreditam que o momento é favorável para o crescimento econômico do país. Assista a entrevista na íntegra no vídeo acima.

 

 

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Por:
João Batista Olivi e Ericson Cunha
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Eu estava pensando aqui sobre a sinceridade brutal do presidente Bolsonaro e resolvi não usar desse "sincerismo" para comentar esse hangout. Um dos conselhos que minha mãe me deu foi o de ser sincero, mas não muito. Antes de mais nada quero dizer que regular nada mais é do que dizer quais os instrumentos se vai utilizar para uma determinada ação. Parece extremamente fácil como regular o número da malha utilizada por pescadores, afinal entre os socialistas estatizantes existem conservadores, cuja única preocupação é conservar determinadas empresas. No socialismo sempre existe quem determine o que os outros devem fazer. Não consideram que se um grupo se reunir e acabar com os peixes de um lago e o preço do peixe explodir, eu e a torcida do flamengo vamos criar peixes para vender. È por isso que socialistas necessitam da teoria de gaia e da teologia da libertação. Eu prefiro em economia, a doutrina do preço, a doutrina da mercadoria, a doutrina dos bens, formuladas por Menger. Um grande fazendeiro paulista que conheci dizia a seus funcionários, eu não pago você para me dar explicações. Era só para demonstrar poder pois explicações são sim necessárias. Voltando ao instrumental, aqui onde estou achei necessário usar o cabeamento que vem da antena da internet direto no computador para aumentar a velocidade da conexão. Acontece que quando trouxe o cabo do equipamento para o wi fi, trouxe até a sala somente, de forma que o cabo não chega onde seria necessário. Tenho um baú de fios, conexões, etc... Nada serviu. Preciso ir até a cidade para tentar fazer um pequeno cabo com as conexões que preciso. A pergunta que faço é... adianta eu querer ligar a internet no computador nesse exato instante? Evidente que não, eu preciso ir buscar o cabo, e alguém poderia pensar, e por que ainda não foi? E uma possível resposta seria, talvez eu esteja sem dinheiro. Poderiam objetar, e por que não pega no banco? Ao que eu responderia que os juros são muito altos por que o governo é uma draga que usa toda a poupança dos brasileiros para se financiar, é muito mais lucrativo o banco financiar o governo do que eu. Entenderam? Ah, mas você poderia aumentar seus ganhos investindo mais, ao que também responderia... com juros de mais de 100% ao ano? E não, não estou falando dos juros subsidiados da agropecuária, que diante do que paga a população brasileira são uma teta. Eu estou falando do governo, ou melhor, dos juros da divida que os reguladores, com a ajuda de muitos comunicadores, deixaram para a população brasileira pagar, mais de 5 trilhões de reais. Os mesmos reguladores que disseram que os bancos podem criar dinheiro do nada e que acreditam que dividas também podem sumir no nada. Nós não vamos melhorar o sistema perverso que há no Brasil, que retira recursos dos pobres para dar aos ricos, e essa sempre foi a essência do socialismo, embora o discurso seja exatamente o contrário, não vamos melhorar a vida do pobre, do necessitado, apenas aumentando o PIB. O crescimento do PIB nunca foi medida de enriquecimento da população de qualquer país, qualquer medíocre pode dobrar o PIB em reais simplesmente dobrando o dinheiro em circulação. Vocês pensam que a China é um país rico? O partido comunista chinês é rico, a renda percapita do povo chinês está lá pelo número 180, o que significa que existem 179 países onde as pessoas ganham mais que na china. Querem um exemplo? O Brasil aumentou a exportação de café, mas quanto desse valor foi parar em seu bolso, amigo produtor? O que quero dizer é isso, tem muito dinheiro na mesa, mas e no seu bolso? Agora, como é que se muda isso? Em um país onde absolutamente tudo é regulado, até aquilo que se pode ou não falar. E se falar é preciso ser na forma que os reguladores determinam. Um produtor de leite pode ficar desesperado por não poder comprar ração para seu rebanho, a ração é um instrumento de trabalho, um insumo para uso, mas não o governo? Esse ente misterioso não padece de tais necessidades? Não lhe falta dinheiro? Mas em ultima instancia, de onde sai o dinheiro do governo? No sistema liberal qualquer um pode quebrar, no socialismo todos podem menos os ungidos. O Brasil quebrou por que foi excessivamente regulado e se hoje as agencias não regulam mais é por que quebraram o país, esgotaram todos os recursos. E agora ainda nos oferecem mais do mesmo. Quem fez mudança sabe o quanto é difícil, é preciso antes arranjar os instrumentos necessários para a ação, depois disso coloca-los em ordem, para somente então começar o trabalho. E não posso deixar de lembrar de Nosso Senhor Jesus Cristo no deserto, depois de jejuar por quarenta dias, resistindo ao demônio, que insistia que Cristo usasse o poder de Deus para transformar pedra em pão. Não foi assim com o pão e o peixe que multiplicou. O governo e aqueles que acreditam em governos, pensam que o estado pode tomar o lugar de Deus e multiplicar pães e peixes com regulação e ainda de lambuja fornecer passagens aéreas baratas.

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