Em Sinop/MT, a soja está morrendo pela falta de chuva e calor intenso

Publicado em 16/12/2015 13:32
Soja: Sinop/MT tem áreas extensas de lavouras mortas e outras com pouco tempo para recuperação

Caminhando em meio à lavoura de soja, o jornalista João Batista Olivi alerta para a situação das plantas que estão morrendo no Norte do Mato Grosso. Sofrendo com a falta de chuva, as plantações estão secando e com poucas chances de recuperação.

Em uma das regiões com maior produção de soja do país, as lavouras não se desenvolvem bem e as perspectivas de quebra aumentam a cada dia. De acordo com o último levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a produtividade na safra 2015/16 pode atingir o menor rendimento desde a temporada 2012/13. Com 50,8 sacas por hectare, a produção pode reduzir em 1 milhão de toneladas.

Na região de Sinop (MT) há registro de áreas extensas de lavouras mortas, pela falta de chuvas. Em algumas localidades não chove a mais de 40 dias e o estresse hídrico impede que as plantas de desenvolvam. Segundo Olivi a situação é grave e as plantas precisariam de um grande volume de chuvas para recuperar o potencial produtivo.

De acordo com o vice-presidente do sindicato rural, Leonildo Barei, em algumas localidades, mesmo que as precipitações retornem, as lavouras só conseguiram expressar 30% do potencial produtivo.

"Se não chover nos próximos cinco dias o pé vai morrer e será perca total, agora se chover, as plantas só vão recuperar 30%, já não tem como produzir 100%", ressalta Barei explicando que boa parte das lavouras já estão na fase reprodutiva, por isso o restabelecimento é mais complicado.

As previsões climáticas indicam que as chuvas só retornaram para a região na última semana de dezembro, e a preocupação agora é se a soja terá condições de se manter durante esse período.

Preocupados com a situação, muitos produtores do Norte de Mato Grosso já começaram acionar o seguro rural devido à quebra da safra de soja, obrigados pelo fraco desempenho das chuvas que incidiu diretamente na produção e qualidade do grão.

E veja ainda a situação em Nova Mutum, Sorriso e Ipiranga do Norte:

>> Safra 2015/16: Lavouras de soja de MT são devastadas pelo tempo quente e seco

>> Em Ipiranga do Norte (MT), cerca de 33% das lavouras de soja apresentam condições ruins

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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4 comentários

  • Fabio Christovam Santa Helena - PR

    O Seguro agrícola se mostra uma importante ferramenta para o pequeno e grande agricultor, pois nesta hora o seguro se mostra eficiente e mantem o poder de compra do agricultor, garantindo assim os custos investidos na lavoura.

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  • Marcelo Luiz Campina da Lagoa - PR

    Caro João Batista, acredito que é hora de estimar as perdas no centro oeste e norte do Brasil. Você, mais do que ninguém, percorreu áreas e falou com muitos agricultores destas regiões. Por favor, nos dê sua estimativa de perdas. Não tenha medo de errar. Sua opinião para nós é confiável. Precisamos de um contraponto para as estimativas falsas de super safra. Outro dia você entrevistou um agricultor que disse que, com clima favorável, o Brasil produziu 96 mi de ton na safra passada. Este ano, sem aumento de área, e com clima adverso, falam em 106 mi de ton (??!!).... De onde vão tirar estes 10 mi de ton? Talvez seja daquele lugar obscuro, que na boa educação e a censura nos impede de revelar. Mas João, peço que, mais uma vez, ajude a agricultura e os agricultores. Sem medo de errar, estime as perdas até o momento.

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    • PEDRO FIORENZO Sorriso - MT

      Marcelo eu como agricultor , percorro toda a região médio norte, Sorriso-, Sinop, Nova Mutum , LRV, é muito dificil prever as perdas devido as chuvas em pancadas, ao lado de lavouras mortas pela seca temos lavouras em bom estado vegetativo, porém posso dizer que a maioria das lavouras que estão em enchimento de grãos e necessitando de maior volume hidrico estão em pessimas condições, João Batista por favor nos passe a estimativa, do Norte e Centro -oeste, eu posso dizer que estes municipios que falei plantam mais de 2.000.000 de hectares de soja, e teremos uma quebra de 20% , ou seja da média histórica de 50 sc/ha estaremos com 40 sc/ha, ou seja somente no médio norte 20.000.000 de sacas de soja a menos, que dão 1.200.000 toneladas de soja a menos, isto ja esta em quebra do médio norte de MT, agora restam ver todas as outras regiões do MT, centro oeste e norte quanto quebram.

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    • Valdomiro Rodante Junior Porangatu - GO

      Aqui no norte de Goias e regiões mais ao centro do estado e no estado do Tocantins a situação é de um deficite hidrico nunca visto antes!!!

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  • PEDRO FIORENZO Sorriso - MT

    É muito complicada a situação do médio norte de MT..., falando com o pessoal mais antigo, nunca tivemos uma seca como esta..., a situação é catastrófica..., muitos agricultores não terminaram o plantio, e, a esta altura do campeonato, não sabemos mais o que é pior: a soja morrendo ou ficar sem plantar..., o fato é que muitas lavouras estão entrando na fase de em enchimento de grãos, e, como todos sabem, no enchimento de grãos precisamos de água, senão a seca -- junto ao sol de 45º -- a soja murcha (como visto no vídeo do João Batista). Uma cena muito triste... em uma ano de crise como este, e de baixo investimento, a produção será com certeza reduzida em mais de 20%.

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  • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR

    São dias difíceis, tempos difíceis! Aqui no Paraná vivemos o oposto, muita chuva, o solo encharcado já não absorve mais a água e erosões começam a preocupar. Além disso há dificuldade de fazer o manejo químico da cultura, aplicação de fungicidas segue em escala reduzida, isso quando não é perdida com chuva. O mato não pára de crescer em meio a lavoura, pois a soja não fecha, não cresce! Entre uma situação e outra, as chuvas ainda são melhores que as estiagens. 2015 não vai deixar saudades não, crise em todos os cantos, roubos, corrupção desenfreada... Vamos pensar, vamos torcer para que 2016 seja diferente, seja de equilíbrio, de bons tempos nos céus e na terra, outro ano igual a esse será o fim para muitos agricultores! São novos desafios, novos tempos, é a mutação da natureza, é perfeitamente normal e pouco podemos fazer para mudar o quadro. O planeta sempre mudou e continuará assim, nós é que temos que nos adaptar às novas e futuras realidades, ou padeceremos até a extinção da vida humana sobre a terra! Não é o fim do mundo, não é o apocalipse, é a terra sendo o que ela sempre foi, uma eterna mutação, uma transformação constante e demorada onde ela mesma selecionará a seu tempo quem fica e quem não.

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