Impasse sobre fretes trava novos negócios com a soja no Pará

Publicado em 13/06/2018 12:06 e atualizado em 13/06/2018 16:50
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Diante das incertezas, empresas se retiraram do mercado e negócios seguem parados. Contratos realizados antecipadamente são entregues aos poucos. Boa parte da safra de soja precisa ser negociada na região. Cerca de 12% da produção ainda será colhida. Perspectiva é de queda no rendimento das lavouras nesta temporada.
Vanderlei Silva Ataídes - Presidente Aprosoja Pará

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A comercialização da safra da soja e do milho ainda segue parada no Brasil em função da espera de uma nova definição para a tabela de preços mínimos dos fretes. No estado do Pará, as negociações feitas anteriormente estão sendo escoadas aos poucos.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado do Pará, (APROSOJA/PA), Vanderlei Silva Ataídes, não há novas comercializações a mais de duas semanas, pois algumas empresas saíram do mercado. “Nós já estamos vivendo um cenário de baixa com a soja, agora as tradings suspenderam as compras e não sabemos o que vai acontecer”, afirma.

Até o momento, cerca de 12% da das áreas cultivadas com a soja precisam ser colhidas na região de Paragominas, mas a expectativa é que o rendimento fique abaixo do esperado nesta safra. “A soja que foi plantada tardiamente não está produzindo como a planta que foi semeada na janela certa. Isso porque, nos tivemos um atraso na entrega dos adubos e fertilizantes”, destaca.

Em relação aos prejuízos, a liderança ressalta que os produtores da região norte ficaram afetados duas vezes com a greve dos caminhoneiros e com essa indefinição dos preços mínimos para os fretes. “Isso tem tirado o sossego dos produtores, pois ficamos surpresos com esse movimento e com os fretes. E esperamos que seja resolvido o mais rápido possível para não agravar os compromissos de ninguém”, finaliza.

Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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