Alerta geral no campo: não adianta mais aplicar glifosato na buva. Amarantos está isolado no MT

Publicado em 05/06/2019 17:53 e atualizado em 06/06/2019 16:27
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Evento em Campinas reuniu 200 pesquisadores focados no aumento da resistência dos herbicidas usuais; uso do dicamba e rotação são as alternativas que restam ao produtor
Desafios do manejo de plantas daninhas na região Sul do país

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Diretamente do evento i2x Talks, o Notícias Agrícolas conversou com Pedro Cristofoletti, da Esalq/USP e Pedro Schneider, da Agriplus, para destacar dois problemas sérios para a agricultura brasileira: a buva e o amaranthus, que já aparece em uma pequena área no Mato Grosso.
O destaque que ambos fazem é que não adianta mais aplicar glifosato para o controle da buva, já que não há mais nenhum efeito. Já o amaranthus consegue ser contido apenas com o auxílio do dicamba, que poderá ser aplicado com o lançamento da Intacta 2 Xtend.
Cristofoletti destaca que as plantas daninhas são seres em evolução. O ser humano impõe tecnologias e elas evoluem no seu processo. Hoje, o desafio do produtor rural é saber como controlá-las e buscar medidas alternativas para esse controle.
O alerta da aplicação ineficaz do glifosato na buva vale para todo o Brasil, embora essa planta se desenvolva melhor em temperaturas amenas. Mesmo quando for possível utilizar o dicamba, o ideal é que o produtor não faça essa aplicação isolada e, sim, combinada com herbicidas residuais, trazendo diversificação para o mecanismo.
Schneider, que é do Rio Grande do Sul, visualiza que os produtores ainda têm dificuldade de usar algumas tecnologias e práticas de manejo. Para ele, é necessário ocorrer um terceiro movimento na agricultura brasileira, que é o de manejar corretamente os herbicidas. Ele salienta que "devemos isso para a sociedade e para o mundo" e que isso poderia vir a partir de um treinamento do produtor. No processo de rastreabilidade, essa será uma coisa a ser cobrada.
Amaranthus
O amaranthus é uma espécie de caruru que era frequente nas regiões desérticas do México e dos Estados Unidos. Hoje, ela é um dos maiores desafios do manejo dos norte-americanos. No Brasil, ela é exótica, mas foi detectada no Mato Grosso. A área afetada no Brasil, que conta com 20 a 30 mil hectares, se encontra isolada desde 2016, mas não consegue ser erradicada. 
Como lembra Schneider, o amaranthus também é um grande problema na Argentina, que está mais próxima do sul do Brasil do que o Mato Grosso. Essa planta não sofre qualquer alteração com a aplicação do glifosato, necessitando também de uma aplicação combinando o dicamba com produtos residuais.
Por: João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Cesar Schmitt Londrina - PR

    Como diria minha funcionaria: Sei não ? Do alto de 40 anos de agronomia e 60 de agricultura me parece conversa para boi dormir. Dicamba não é novidade nenhuma. era muito bom para controlar Cyperus, em mistura com bentazon na década de 80, em arroz. Esse é um herbicida-praga que deveria se banido. Tem ai um tentativa de monopólio. a tecnologia X2 ...sei-lá-o-que só seria viável se TODA A SOJA FOSSE SEMEADA COM ESSA TECNOLOGIA, caso contrário a chuva de problemas será imensa. Mas tem solução para se evitar isso? Claro que tem. É simples e barata. Vamos voltar a plantar variedades convencionais, sem royalties. Vamos voltar a utilizar as trifluralinas, basagran, blazer, cobra dual, laço, flex, fusilade, metribuzin, scepter e tantos outros que estão em domínio publico, portanto de baixo custo de produção e que tem controle altamente satisfatório nessas ervas que tanto demonizam. Nesse caso: Abaixo o progesso, viva o retocesso.

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