Em Chicago, agravamento da guerra comercial faz soja cair até 14 pts (Jack Scoville)

Publicado em 23/08/2019 17:48 e atualizado em 24/08/2019 14:47
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Em Chicago soja fecha com perdas de mais de 10 pts, mas no porto de Paranaguá a saca sobe para R$ 87,43
Jack Scoville - Analista da Price Futures Group

Esta sexta-feira (23) foi um dia de novas tensões políticas entre China e Estados Unidos. De um lado, o país asiático vai impor taxas adicionais de importação sobre bens norte-americanos incluindo automóveis, petróleo e soja. Do outro, os Estados Unidos pressionam que empresas americanas encerrem operações na China. 

Para Jack Scoville, analista da Price Futures Group, a crise comercial não foi o principal fator para as quedas de preços da soja, já que a demanda pelo país asiático pela soja americana tem sido baixa há alguns meses.

O tem chamado a atenção é o clima nos EUA, pois as lavouras estão muito atrasadas e com desenvolvimentos desuniformes. Nos últimos dias, o mercado tem ficado atento ao tradicional ProFarmer Midwest Crop Tour, um dos mais antigos tours de safra dos EUA, conhecido por trazer números bem próximos da realidade das lavouras norte-americanas. E como já era de se esperar, nas primeiras paradas feitas pela equipe, já puderam ser verificados problemas sérios de maturação e desenvolvimento dos campos Corn Belt afora, além de grandes extensões de área que não foram plantadas. 

De acordo com o ProFarmer, a produtividade média de milho deve ficar em torno de 170 sacas/ha  e a de soja em 51 sacas/ha. Com a proximidade de mudança de estação nos Estados Unidos, os dias estão ficando cada vez mais curtos e a falta de luminosidade também pode afetar o desenvolvimento das plantas, o que dificulta ainda mais a precisão para uma estimativa de produtividade da safra americana.

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Por: Carla Mendes e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

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