Plantio da soja é retomado em Sete Quedas/MS e expectativa ainda é de boa produtividade

Publicado em 11/11/2019 11:06 873 exibições
Paulo Maria Pereira - Presidente do Sindicato Rural de Sete Quedas/MS
Semeadura já cobriu 60% do total previsto e deve seguir pelos próximos 15/20 dias. Algumas áreas plantadas antes da estiagem deve ser replantadas, o que aumentaria os custos de produção já elevados.

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Plantio da soja é retomado em Sete Quedas/MT e expectativa ainda é de boa produtividade

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Após pausa no plantio da soja em Sete Quedas, Mato Grosso do Sul, devido ao período de estiagem, o retorno da chuva na última sexta-feira (08) marcou o retorno dos trabalhos de semeadura. Segundo Paulo Maria Pereira, presidente do Sindicato Rural de Sete Quedas, a expectativa é que agora as chuvas se normalizem na região e o produtor consiga finalizar o plantio dentro de 15 a 20 dias.

Segundo Pereira, há a preocupação de elevação dos custos de produção devido a chance de algumas áreas precisarem ser semeadas novamente. "Corremos o risco do replantio, e inclusive já tem produtores planejando e calculando o prejuízo", lamenta.

Apesar da pausa na semeadura, a região já tem cerca de 60% a 65% de área plantada, e a expectativa de Pereira para a produtividade desta safra é boa. "Acreditamos que ainda temos tempo de recuperar, caso as chuvas sejam normais em novembro. Tem a perda econômica por causa de replantio, mas espero que em novembro, se continuar as chuvas, em dezembro e janeiro, tenhamos recuperação na produtividade" afirma.

As negociações para venda da soja já começaram para o produtor de Sete Quedas, de acordo com Pereira. "O sojicultor já fez alguns negócios, o mercado está favorável, mas agora é colocar o pé no freio. Alguma coisa que ficou, o produtor deve fazer negócios futuros mais no final do mês de novembro até dia 15 de dezembro. A expectativa é boa, o mercado internacional está com bons preços, mas o grande problema que tivemos foi a perda inicial, a receita vai ficar um pouco apertada, mas esperamos que a média de preços se equipare ao ano passado".

Para o ano que vem, Pereira demonstra preocupação, já que a safra deve ter uma janela mais apertada, a área de milho deve ser menor e outras culturas como o trigo e áreas de correção de solo devem ocupar o espaço.

Por:
Guilhreme Dorigatti e Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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