Soja em busca dos US$ 12,50 em Chicago, prevê Vlamir

Publicado em 21/12/2020 16:21 841 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
De acordo com o consultor Vlamir Brandalizze, fundamentos positivos para as commodities agrícolas são mais fortes que as notícias a respeito da nova cepa do coronavírus

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Na manhã desta segunda-feira (21) as commodities estavam em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), e destacando o milho e a soja, foi um "susto" que no início desta tarde foi revertido. De acordo com o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os relatórios de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), apontaram forte demanda, o que animou os mercados. 

"Foi um susto para todo mundo, todas as commodities caíram, mas a soja em função da forte demanda e do aperto nos estoques, rapidamente promoveu a liquidação técnica e busca de lucro pelos investidores, com todo mundo querendo melhorar os ganhos dos fundos de investimentos, mas depois o quadro foi revertido, mostrando que o mercado é do lado de cima", disse o especialista. 

Brandalizze explica que o relatório do USDA para a soja mostrou demanda forte, com cerca de 2,5 milhões de toneladas embarcadas na semana passada, superando em quase 100 mil toneladas a semana anterior. Se comparado ao resultado obtido na mesma semana do ano de 2019, o volume praticamente dobrou. 

"O fator importante é que os americanos já embarcaram 34,7 milhões de toneladas de soja, recorde histórico, e tudo indica que vão exportar mais do que havia sido projetado, já que ninguém está cancelando contratos. A China tem levado bons volumes, por enquanto, totalizados em 1,541 milhão de toneladas. Isso é fundamento positivo, e agora o mercado americano mira os US$ 12,50/bushel". 

MILHO

Em relação ao cereal no mercado brasileiro, as cotações na Bolsa Brasileira (B3), são consideradas "fortes" por Brandalizze. "O mercado braliseiro é muito lastreado no dólar, e como a moeda está mais firme, acaba puxando para cima. O Brasil é o segundo maior exportador de milho do mundo, portanto, o formador de preços acaba sendo o porto", disse.

No entando, as negociações longe dos postos está mais parada, de acordo com o consultor, uma vez que as cooperativas e indústrias de rações estão entrando em férias coletivas. 

Já em Chicago, o mercado vinha em queda até por volta de 12h00 (horário de Brasília), mas Brandalizze pontua que após a divulgação do relatório de exportações do USDA, registrando 12,7 milhões de toneladas embarcadas desde o início do ano, frente as 7,6 milhões de toneladas exportadas em 2019, recorde histórico, ajudou o mercado a reverter.

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Por:
João Batista Olivi
Fonte:
Notícias Agrícolas

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