Soja em Chicago perde força, mas consegue fechar com leves altas. Milho tem boa alta puxada pela demanda americana por etanol

Publicado em 27/10/2021 17:13 e atualizado em 27/10/2021 18:07 1100 exibições
Cristiano Palavro - Diretor da Pátria Agronegócios
Cenário é positivo para os preços da soja, com demanda mais agressiva pela China e possíveis riscos para safra Sul Americana com La Niña

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Entrevista com Cristiano Palavro - Diretor da Pátria Agronegócios sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Ao longo desta terça-feira (27), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago testaram ganhos de mais de 15 pontos, porém, o mercado perdeu força e fechou o dia com pequenas altas de 1,25 a 2,25 pontos nos principais vencimentos. Dessa forma, o novembro terminou o dia com US$ 12,39 e o maio com US$ 12,68 por bushel. No entanto, como explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro, o mercado precisa de notícias mais quentes para garantir a solidez de um avanço tão forte. 

Enquanto isso, a conclusão de uma boa safra dos Estados Unidos e a nova temporada brasileira se construindo bem, apesar de problemas pontuais que continuam a ser reportados por produtores de diversas regiões, acabam limitandoo ímpeto dos futuros da oleaginosa. Além disso, nesta semana os volumes de compras de soja por parte da China não tem se mostrado tão forte e também acaba tirando parte de força dos preços. 

Ainda sobre esta quarta-feira (27), Palavro citou a sustentação para a soja que veio do mercado do milho. Os futuros do cereal chegaram a disparar mais de 3% ao longo do dia para terminarem a sessão com ganhos de pouco mais de 1% na CBOT. 

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"Eu acredito que este mercado mais lento agora, caminhando de lado, não é um fator negativo, mas mostra uma sustentação do mercado da soja mesmo com uma série de notícias negativas que vieram ao longo do último mês. E isso mostra que se tivermos uma novidade vinda da demanda o mercado pode reagir de forma significativa. Vejo até com bons olhos esse caminhar de lado e o mercado sustentado", diz o diretor da Pátria. 

E sobre a demanda chinesa, a análise de Palavro mostra que o país deve voltar às compras de forma mais intensa nos próximos meses diante da sua necessidade de alguns volumes para atender a setores como o de rações - com uma recuperação da suinocultura local, mesmo que ainda caminhando lentamente - e uma melhora das margens de processamento. Mais do que isso, ele explica ainda que mesmo que haja alguma retração do consumo chinês de commodities, entre elas a soja - e em função de um crescimento econômico menor - "ainda assim será um grande consumo". 

MERCADO BRASILEIRO

Mesmo com o mercado em Chicago ainda bastante lateralizado, os preços da soja no mercado brasileiro têm conseguido manter-se em patamares bastante interessantes e próximos ou acima dos R$ 150,00 por saca diante de um ajuste dos prêmios e do dólar ainda alto frente ao real. "E o Brasil seguirá com esse ajuste de prêmios", explica Palavro. Em maio, quando Chicago tinha os vencimentos mais longos nos US$ 13,50, a soja estava em R$ 150,00 por casa, hoje, com pouco mais de US$ 12,00, consegue ficar em níveis semelhantes. 

"A comercialização 2021/22 segue lenta, um pouco atrasada em relação ao ano passado, mas sempre que os preços dão uma esticada a partir destes patamares o interesse de venda é maior", relata o diretor da Pátria. 

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Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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