Mapas climáticos favoráveis para a soja nos próximos 15 dias na Argentina e no Sul do Brasil motivam quedas em Chicago

Publicado em 13/01/2022 17:06 e atualizado em 13/01/2022 18:34 2724 exibições
Luiz Fernando Gutierrez Roque - Analista da Consultoria Safras & Mercado
Clima favorável precisa se estender para o mês de fevereiro para reverter condições de estresse das lavouras na Argentina e no RS, alerta analista

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Entrevista com Luiz Fernando Gutierrez Roque - Analista da Consultoria Safras & Mercado sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta quinta-feira (13), os preços da soja voltaram a recuar na Bolsa de Chicago e terminaram o dia com baixas de 16,50 a 22,25 pontos nos principais vencimentos. Assim, o maio fecha o dia com US$ 13,86 e o julho com US$ 13,94 por bushel. Além do movimento de realização de lucros depois das altas da sessão anterior, os mapas climáticos mostrando uma ligeira melhor condição de chuvas para a semana que vem na Argentina deram algum espaço para uma correção dos preços neste pregão. 

Algumas precipitações aparecem no mapa para importantes regiões produtoras da Argentina, porém, como explica Luiz Fernando Gutierrez, analista de mercado da Safras & Mercado, ao se confirmarem podem trazer apenas um alívio momentâneo para as lavouras e são também insuficientes para mudarem a o viés do mercado da soja na CBOT. Além disso, há ainda os problemas que continuam sendo registrados no Brasil - em especial no Sul do país, com o calor e a seca - e no Paraguai. 

"Acho que para mudar essa tendência positiva da soja em Chicago só uma grande mudança climática em fevereiro e isso os mapas não mostram ainda", diz o analista. "Acredito que o mercado só muda se os mapas de fevereiro começarem a trazer chuvas também". E Gutierrez complementa dizendo que a soja da Argentina tem espaço para algumas áreas de recuperação com a retomada das chuvas e é isso que dá ainda mais importância para os próximos mapas daqui em diante. 

PREÇOS E NEGÓCIOS NO BRASIL

No Brasil, os preços da soja tiveram uma quinta-feira de certa pressão sobre os preços dadas as baixas de Chicago e um novo dia de recuo do dólar frente ao real. A moeda americana chegou a testar os R$ 5,50, mas terminou o dia com R$ 5,53 e queda de 0,10%. Do mesmo modo, os negócios caminham lentamente no mercado nacional, com os produtores sem interesse em novas vendas frenta a incerteza sobre o tamanho real de suas safras. 

"Como os preços ainda continuam firmes - salvo nesta semana onde os ajustes foram um pouco mais negativos dado Chicago mais fraco e um câmbio, principalmente, mais fraco - ainda há suporte no disponível e na safra nova, até porque os prêmios compensam", relata o analista da Safras. "Então, o produtor vai mais devagar na sua comercialização, mas o ponto positivo é de que os preços continuam encontrando suporte". 

Tags:
Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • DIOGO SABIAO Araçatuba - SP

    Então acham que é assim, lavouras praticamente mortas, surge uma "previsão" de chuvas e de repente como num passe de mágica, volta a produzir normal... Poupem-nos de tanta especulação!

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    • Leodir Vicente Sbaraine Terra Roxa - PR

      É o fim da Picada Sr. Diogo.., kkk

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    • Adalberto José Munhoz Campo Mourão - PR

      Bom dia vi um comentário no NA da disputa de soja no Brasil e indústria nacional e exportação interessante caiu 6,00 por saca aqui em Campo Mourão.

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    • Leodir Vicente Sbaraine Terra Roxa - PR

      Só hj. aqui em Palotina caiu 2,00 por saca...

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  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

    Se chover em fevereiro aqui no Paraná vamos colher 35 mi de toneladas.

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