Confirmação das chuvas previstas para os próximos dias na Argentina e no Sul do Brasil pode levar cotações abaixo dos US$13,50/bushel, diz analista

Publicado em 14/01/2022 17:35 e atualizado em 14/01/2022 18:36 2940 exibições
Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro
Mudança de patamar nos preços seria justificada pelo fato das lavouras, principalmente as mais tardias, poderem se recuperar com a volta das chuvas

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Entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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"O mercado da soja continuou tirando o prêmio de clima em Chicago nesta sexta-feira", explicou Ginaldo Sousa, diretor do Grupo Labhoro, em entrevista ao Notícias Agrícolas neste 14 de janeiro, explicando as baixas que variaram de 7,50 a 8,75 pontos entre os principais contratos. O março encerrou o último pregão da semana com US$ 13,56 e o maio - referência importante para a safra do Brasil - valendo US$ 13,69 por bushel. 

Sousa afirma que o mercado está atento à melhora climática que aparece nos mapas para a semana que vem para o sul do Brasil e para a Argentina. Caso as chuvas que estão previstas se confirmem, segundo o analista, há possibilidade de recuperação de lavouras em algumas áreas, principalmente de lavouras que foram plantadas mais tarde. 

"Não vejo que no Brasil já tenha perdido algo entre 16 e 17 milhões de toneladas, mas já perdemos bastante no Paraná, por exemplo. E a soja do tarde (no Brasil) é a que vai se beneficiar", acredita Sousa diante dos mapas que se desenham para os próximos dias. As expectativas se repetem para a Argentina. "O mercado sente as chuvas chegando (como mostram os modelos para as próximas semanas) e devolve as altas. O clima ainda é muito importante e o mercado vai continuar monitorando", diz. 

E caso essas precipitações se confirmem, as cotações da soja na Bolsa de Chicago poderiam voltar aos US$ 13,50 ou até mesmo testarem níveis um pouco mais baixos do que este. 

Além disso, o diretor da Labhoro lembra ainda que na próxima segunda-feira (17) é feriado nos EUA - dia de Martin Luther King - as bolsas não funcionam, "e os fundos não quiseram carregar uma posição tão grande e saíram do mercado". 

NEGÓCIOS PARADOS NO BRASIL

Com os dias de baixa em Chicago e sequentes recuos do dólar frente ao real, os negócios seguem travados no Brasil. O produtor evita comprometer um volume maior de sua safra e paralisa a comercialização no país. "Tivemos um volume insignificante de negócios no Brasil nesta semana", relata Ginaldo Sousa. 

Dessa forma, as cotações seguem firmes e em patamares que reumneram bem, apesar de alguns ajustes negativos que se observaram nos últimos dias. 

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Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • fabio schneider panambi - RS

    Bom dia! Sequer choveu , especulação.

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  • Gilberto Rossetto Brianorte - MT

    Sr. Ginaldo, com todo respeito, ACORDE!!!! Pelo jeito o senhor nunca plantou uma lavoura de soja. Dizer que uma lavoura do RS que não recebe água 45, 60 dias, se chover irá recuperar e produzir bem, é atestar ignorância. Vou lhe dizer o senhor não acredita em quebra de 17 MT, mas a quebra passa de 25 MT e poderá chegar a 30 MT. O tempo dirá se devemos continuar a ouvi-lo.

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      Esse Ginaldo é funcionário de Chinês. Sua função é somente falar em safras recordes para os patrões comprarem bem baratinho. É tão ignorante que nem esconde a subserviência aos chineses. Coloca na sala uma bandeira da China. Cara de pau.

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