Soja: Mercado se divide entre fundamentos e quadro geopolítico para encerrar dia em Chicago com leves altas

Entre as atenções do mercado estão a oferta escassa e diminuindo na AMS, a demanda lenta e as tensões Rússia x Ucrânia voltando a escalar. Para o produtor brasileiro, atenção às oportunidades oferecidas e planejamento.
Publicado em 17/02/2022 17:39 | Atualizado em 17/02/2022 18:11
Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro

Podcast

Entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro sobre o fechamento do mercado da soja

Logotipo Notícias Agrícolas 

O mercado da soja se dividiu entre seus fundamentos e o atual quadro geopolítico e encerrou o dia com pequenas altas nas posições mais negociadas na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, ao longo do dia, chegaram a testar os US$ 16,00 por bushel, porém, o maio encerrou os negócios com US$ 15,96 e p julho com US$ 15,93 por bushel, com altas de 4,50 a 4,75 pontos nos principais contratos. 

Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro, explicou que estiveram no radar dos traders o comportamento dos fundos investidores, a nova escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia, bem como os fundamentos de oferta, em especial da safra da Argentina, que mostra perdas ainda mais agressivas depois de mais dias quentes e secos. 

A demanda também está em foco, causando ainda certa preocupação. "O mercado espera resolver as questões da demanda, mas também olha para as questões da oferta", afirma Sousa. "Sem dúvida a demanda está lenta, a China está lenta, comprando da mão para boca e sabe perfeitamente da quebra da América do Sul, mas não vai sair correndo para comprar", complementa. 

PARA O PRODUTOR BRASILEIRO

Na análise do diretor, os produtores brasileiros estão caminhando corretamente, vendendo aos poucos sua nova safra, aproveitando preços nos portos que chegaram a superar os R$ 200,00 por saca, e aproveitar também para garantir as compras dos inusmos para a próxima temporada, os quais continuarão caros. 

"O produtor brasileiro tem que trabalhar com a cabeça de que ainda não viu as altas do mercado. Temos pela frente grandes equações a serem resolvidas e elas só serão resolvidas com o tempo", orienta.  

Sobre os prêmios no Brasil, ele acredita que os valores podem voltar a subir frente à escassez da oferta e a demanda interna e a exportação ainda disputando os volumes baixos de soja disponível no país. 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal
Tags:

0 comentário