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Moagem de cana na safra 21/22 deve acabar um mês antes do que o habitual; preocupações para 22/23

Publicado em 23/09/2021 11:01 e atualizado em 23/09/2021 15:47 703 exibições
Ricardo Delarco - Eng. Agrônomo e Produtor de Cana da região de Monte Azul Paulista/SP
Com confirmação do fenômeno climático La Niña para os próximos meses, clima deve voltar a ser fator determinante no desenvolvimento da nova temporada

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Entrevista com Ricardo Delarco - Eng. Agrônomo e Produtor de Cana da região de Monte Azul Paulista/SP sobre a Safra da Cana-de-Açúcar

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A safra 2021/22 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deve terminar cerca de um mês antes do que ocorria em outros anos, segundo Ricardo Delarco, engenheiro agrônomo e produtor de cana da região de Monte Azul Paulista (SP). Com isso, a entressafra deve reservar ainda mais surpresas.

"De todos os anos, esse vai ser o que terá uma das safras mais curtas devido a falta de água desde 2020 até agora... O final da safra no Centro-Sul vai ocorrer em meados de outubro e isso vai impactar em uma oferta bem menor de cana-de-açúcar", explica Delarco.

Para o agrônomo e produtor, a quebra de safra para a cana, estimada por ele entre 80 a 100 milhões de toneladas, fica cada vez mais clara diante das recentes atualizações quinzenais e a perspectiva de finalização dos trabalhos de colheita e moagem já nas próximas semanas.

Segundo projeções da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a safra 2021/22 de cana na região Centro-Sul, a maior do Brasil, deve totalizar uma moagem entre 520 e 530 milhões de t, sobre cerca de 605 milhões de t na temporada anterior, justamente pelos reflexos do clima.

"É um ano com oferta muito restrita que nem a gente sabe o que vai acontecer com os preços porque isso nunca existiu no Brasil. Uma safra tão curta em meio uma demanda mundial que está se mantendo, apesar da chegada da safra da Índia", destacou o Delarco.

Apesar de preços valorizados ao produtor, nem mesmo no pico da safra os valores do açúcar e etanol registraram queda aos consumidores no Brasil e, com uma entressafra maior neste ano, ainda há muitas dúvidas. Nesta semana, por exemplo, o açúcar bruto voltou a testar máximas de US$ 20 c/lb na Bolsa de Nova York.

"No pico da safra, o álcool já livre de impostos nas usinas chegou a R$ 3,35 para o hidratado e o anidro ficou em R$ 3,85 o litro. O açúcar interno atingiu R$ 144,00 a saca de 50 kg, ante R$ 90 no início da safra. E a hora que acabar a safra em outubro?", ressalta o agrônomo.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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