Fala Produtor

  • Marcelo Maior Ponta Grossa - PR 28/10/2008 23:00

    Boa tarde amigos deste meu Brasil agricola, amigos produtores, as coisas andam muito obscuras e o futuro muito incerto, então, vos pergunto quem esta mais preocupado em manter a produçao agricola brasileira, nao somos nos produtores???? Eu acho que isto esta errado, pois os maiores interessados (consumidores e governo) so nos criticam dizendo que os produtores sao chorões incompetentes etc. Eu faço um desafio se tudo o que vi e ouvi a respeito das dificuldades do plantio desta safra na epoca da colheita sera totalmente diferente, ou teremos novamente uma safra recorde, agora se nos realmente quisermos que alguma coisa mude temos que reduzir a produçao em pelo menos 15% é assim que as coisas funcionam todo mundo faz greve porque so produtor não faz, podem me chamar de louco, mas quem esta com dificuldade de obter credito melhor nao plantar ou plantar menos, nas melhores areas com maior produtividade e menor custo. Imaginem como ficariam os preços se nos agricultores Brasilieiros produzissemos 10.000.000 de toneladas de soja e mihlo a menos. Os preços em dolar não voltaram aos patamares de alguns mes atras tão facilmente, a previsao do dolar para o ano q vem é de 1,9 se a soja ficar em U$ 20,00 em paranagua da R$ 38,00 aí a porca torce o rabo. Nao vamos implorar credito para plantar mais vamos colher menos em volume de grãos, mas certamente faturar mais em R$, que é o que paga nossas contas.

    Abraço a todos e pensem nisso

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  • Idemar Henrique Tozatti Erechim - RS 28/10/2008 23:00

    Concordo plenamente com o senhor Jorge Amazilio, estes nossos representantes aí em Brasilia não fazem é nada mesmo, são uns frouxos, que só sabem ouvir os tilintar das moedas. Senhor Jorge e as nossas entidades de classe será que existem? São todos um bando de imbecis, a começar por aqueles a nível municipal, passa pelo nível estadual e chega na corja maior que é a nível federal.

    Por acaso o senhor sabe como terminou o escândulo do dinheiro para eleger a senadora? será que alguem sabe? Ahhhhhhhhhhhhhh os senhores acham que aqueles que pagam aquela taxinha (nós com certeza) para a CNA deveriam ter o direito de saber?

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 28/10/2008 23:00

    Isto não existe: Não pode pairar nenhuma dúvida em nossos leitores acerca de "serem honrados" contratos no Mercado Furuto, seja em CBOT ou na BM&FBOVespa. Não sei se esta é a dúvida do Rui Aparecido Gomes Barbosa de Posse (GO), todavia cumpre esclarecer. O motivo do cumprimento é simples, para participar deste mercado a condição fundamental é "depositar" uma Margem de Garantia cujo valor geralmente dá para cobrir duas (2) vezes a variação diária máxima de preço, que é o tal de "limite" que já foi instituido por isso. Quem não compreender isto é porque inda não compreendeu como funciona o Mercado Futuro e o que é realmente fazer "hedge". Não se mire muito no que dizem certas pessoas, politicos, lideranças do nosso setor, alguns jornalistas "especializados" e alhures... está CHEIO deste tipo de gente que dá palpite nisso e naquilo, tudo no Chutômetro, entende ? Analise você mesmo como é ouvir uma conversa de uma pessoa sobre aquilo que ela não entende e você domina bem o assunto. É a maior graça... aliás, ridículo. Antigamente eu procurava corrigir os jornalistas e cheguei à conclusão que não adianta. Para eles, números são sempre um "Má Temática" - por isto hoje em dia, a culpa das bobagens serem acreditadas é das pessoas que acreditam nesta empulhação toda. Pronto, informação sozinha não basta. Precisa conhecimento para processá-la. Att, Telmo

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  • ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 28/10/2008 23:00

    No mundo inteiro........

    No mundo inteiro a sociedade exige da agropecuária uma alimentação farta e barata.

    Em contrapartida a obrigação da sociedade é colocar a sua poupança a disposição da produção agrícola.

    Para muitos povos a fartura (excesso) de alimentos é uma dádiva de Deus. Para outros é um castigo…

    10 % de excesso na produção causa um aviltamento de 30% nos preços.

    10% de falta na produção causa um aumento muito maior do que de 30% nos preços. Por isto minha gente, com bilhões ou sem bilhões eu pergunto: Há sinais mais evidentes no ar que indiquem que devemos reduzir a produção? Então, vamos em frente, procurando LER os sinais que o mercado está nos dando. Alô cafeicultores.... Alô pecuaristas de leite... Alô plantadores de Cana para álcool... e agora, Alô plantadores de soja, orientem-se pelos sinais do mercado. Olha, os únicos que estão fazendo a coisa certa são os plantadores de algodão. Se reuniram e combinaram diminuir 400.000 hectares na área..., mas para azar nosso, eles vão plantar soja nesta área. Alô plantadores de milho, prestem atenção nas chuvaradas no sul do país.... a chance de COLHER "triguilho" é muito grande e daí? E daí que este triguilho todo será usado no lugar de milho e assim caminha a abestalhada humanidade, sem ENXERGAR o que é evidente, só porque não lhe interessa.... depois vem se lamentar que ninguém faz nada... e Você João Batista... ajude instruir o pessoal para compreender algo sobre a regulagem da oferta. E, de quebra vamos torcer CONTRA o juro barato. Estes 6,75% aa foram e saõ a maior PRAGA dos ultimos tempos. Quanto mais baixo o juro, mais rigoroso é o critério para classificação de risco. Att, Telmo Heinen

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  • Luiz Carlos Pasquim Sobrinho Acreuna - GO 28/10/2008 23:00

    Parabéns, Renato Ferreira-Dourados-MS, nós produtores é que temos que tomar a decisão, além das suas sugestões, acrescento: plantar 20% da area de milho, 80% soja, e nunca, jamais, efetuar o plantio de safrinha por no minimo 5 anos. Porem posso de dar um exemplo do que acontece aqui na minha região.

    Voce encontra com o produtor Sr: João, e pergunta: e ai seu João choveu, resposta: choveu, só que choveu pro Pedro meu vizinho também, ai não adiantou nada. (nomes ficticios) Ou seja, não vai comprar ou arrendar a terra dele.

    É essa falta de união que esta acabando conosco, e pode ter certeza, o Dez-governo sabe disto.

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  • Leandro Fabiani Rondonópolis - MT 28/10/2008 23:00

    Me sinto um ser microscópico nesta onda dos "bilhões". É impressionante a quantidade de bilhões de dólares que se escuta em cada discurso proferido por governantes, dirigentes e analistas de mercado.

    Não me recordo de ter acompanhado situação semelhante nesta em minha simples vida de mortal.

    Uns dizem que disponibilizam "bilhões"". Outros dizem que precisam "bilhões". E não acontece nada???.

    Será que vocês tem idéia do que significa "UM BILHÃO DE DOLARES"?

    Eu não. Acredito que você (mortal como eu) também não. E, pior, suspeito que nem os que falam destes "bilhões" sabem exatamente o que isso significa.

    De qualquer maneira acho que a moda pega. Outro dia uma produtor me disse que prevê para este ano colher nos seus 100 hectares o equivalente a 4,3 bilhões de grãos de soja. Considerando o peso de 1000 grãos até acho que ele tem razão.

    Tudo é questão de escala.

    Leandro Fabiani

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  • Luis inacio da silva Rio das Outras - RJ 28/10/2008 23:00

    Parabens ao dep. Heinze em ter essa preocupação com o produtor, pois é importante proteger os nossos produtos... Gostaria tambem que o nobre deputado e os da bancada "ruralista" (se é que ainda existe) nos proteja é deste governo mentiroso, arrogante, e que usa toda a força deste País, que nós construimos, para agora nos destruir. Chegou a hora dos Senhores Deputados provarem para nós, produtores, que os Senhores não são corruptos, não são vendidos e não negociam em causa propria. É a hora de mostrar trabalho... Não somos nós, produtores, que temos que deixar de trabalhar para ir a Brasilia protestar. São os Senhores nossos representantes ai na Capital, que tem que fazer barulho, que tem a obrigação de sensibilizar seus colegas a ajudar em um movimento para salvar a AGRICULTURA BRASILEIRA, que tanto já fez e faz pelo Brasil. Precisamos de uma demonstração séria da parte dos Senhores deputados e senadores, e que isso se traduza em algo concreto e não em propaganda enganosa como essa MP432 (ridicula). Se isso não ocorrer, eu pelo menos terei certeza que vocês não passam de um bando de corruptos e que só pensam em enriqueceràa custa de nosso voto e de nossa ingenuidade.

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  • Ruy Aparecido Barbosa Gomes Posse - GO 28/10/2008 23:00

    João Batista, sou produtor de soja no oeste da Bahia e gostaria de saber quem vai honrar as negociações de soja a 16 US$/o buschell??. Os agricultores americanos travaram esse valor para suas safras seguintes, pois eles tem essas ferramentas de comercialização a futuro -- coisas que, infelizmente, nós aqui estamos penando.... Muitos se esquecem que daqui há uns meses teremos que nos alimentar.

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  • Gonçalo dos Reis Salgueiro Batatais - SP 28/10/2008 23:00

    João Batista, penso que qualquer produto agricola possa ser vendido por até R$ 0,01 (um centavo), desde que os custos de produção estejam abaixo deste valor para poder propiciar margem de segurança... sem lucro ninguém sobrevive. Não precisamos de crédito e sim de política agrícola. Este setor é sem dúvida o mais prejudicado, pois não se pode apropriar custos e muito pouco agregar valor. Precisamos nos organizar para mudar esta realidade. Estou escrevendo pela primeira vez, e não é apenas para que muitas pessoas leiam. Somente ler e esquer não vale a pena. Isto é um apelo. Gostaria que através deste canal de comunicação, este apelo chegasse até a CNA e ao Ministro (não ministério) da Agricultura. Se não fizermos alguma coisa forte agora, no futuro a maior parte das terras produtivas brasileiras estarão no poder de multinacionais. É preciso defender os interesses com unhas e dentes primeiro dos conterrâneos - o que não vemos. Grato.

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  • José Walter de Oliveira Sacramento - MG 28/10/2008 23:00

    João Batista: Leio todos os dias os comentários dos companheiros e fica claro que, o que falta para nós é uma liderança nacional que fale pelos agricultores, enos dê orientação juridica. E os produtores,s quando lesados por bancos (com a obrigação de adquirir produtos), que os acionem juridicamente, porque isso de obrigação de "operação casada" é um crime. Ai o produtor alega se o fizer, amanhã ele estará fora do banco como cliente e consequentemente do mercado. Por isso ninguém faz nada, por receio, e por isto eles, os bancos, dão em cima para vender seus produtos, goela abaixo.

    Aqui teve um caso de um produtor que pegou dinheiro com uma Trading em dolar e na hora de comprar o adubo "obrigaram-no" a comprar da empresa de fertilizante do grupo, o que saiu no dia US$ 230,00 mais caro a tonelada totalizando US$ 61.180 a mais (igual a R$ 134.000,00), o que seria suficiente para conduzir todas as etapas da lavoura, como oleo diesel, funcionários e manutenção. Agora imagina, iniciar uma safra dificil e duvidosa com um prejuízo deste, como encontra ânimo? Em anos anteriores era livre comprar o adubo onde estivesse com o preço melhor, então leia-se que a crise até nisto atingiu o homem do campo.

    Enquanto o produtor não se unir estará sujeito e exposto a todas as manipulações do mercado.

    Saudações e vamos em frente.

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  • Anderson Gonçalves de Souza Posse - GO 27/10/2008 23:00

    Venda casada legalizada pelo Presidente Lula -- Quando assinou o plano safra 2008-2009, o presidente Lula legalizou a venda casada, ou seja, passou a ser obrigatório a contratação do seguro agrícola, que não funciona. Explico: Todo Custeio agrícola safra 2008-2009 (ou mesmo pré-custeio para a safra 2008-2009 realizado antes de junho), possui em suas cláusulas a adesão ao seguro agrícola, que, para a maioria dos Estados do Brasil, não funciona para nada.

    O seguro agrícola custa, aproximadamente, 3,5% para o produtor rural, já descontando o subsídio federal, e cobre, no Estado da Bahia, a produção de 18 sacas de soja por hectare. Deste modo o produtor que acionar o sinistro terá muita dor-de-cabeça para provar que produziu menos que essa quantia, além de ter que provar com notas todos os seus gastos (que devem estar ao redor de R$ 1.500,00/ha), e para receber a diferença do que colheu até a produtividade de 18 sacas de soja por hectare, completando uma renda de R$ 720,00/ha se a sua produção for vendida por R$ 40,00/saca, e a seguradora admitir este mesmo preço para o pagamento da diferença.

    Que maravilha hein!!!!! Cobre-se assim 48% do custo de produção.

    Há alguns anos pensava-se em cobrir os custos do produtor com o seguro agrícola, e a evolução natural seria o seguro agrícola cobrir e garantir a renda para o produtor brasileiro. Mas ninguém se preocupa com isso... afinal a melhor matéria na mídia para o governo é que já se arrecadou alguns milhões com prêmios de seguros empurrados ao produtor deste País.

    Abraços a todos produtores sofredores deste país ingrato!!

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  • Eduardo Pesenti Foz do Iguaçu - PR 27/10/2008 23:00

    Pra vc ver João Batista, vc fala que a China quebra contratos, que a Russia quebra contratos, agora são as Cooperativas e Industrias do Oeste Catarinense e Paranaense que compraram milho safrinha do Paraguai antes da baixa e agoram se recusam a receber os grãos querendo quebrar contratos. No ano passado o Paraguai exportou para estas mesmas industrias e cooperativas o milho que no inicio da colheita estavam em um preço e chegando perto das entregas estavam com preços muito superiores e em nenhum momento se cancelou contratos.. Caso se tenha duvidas desta denuncia é só conferir com os corretores da região.

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  • Paulo César Cano da Silva Sacramento - MG 27/10/2008 23:00

    Meu Caro João Batista, vendo está ultima reportagem na 1º Edição sobre crédito agricola, não se esqueça que além da dificuldade do crédito, quando se consegue esses recursos, os Bancos também fazem você comprar produtos do banco como Ouro Cap, Seguro de Vida, além de outros produtos.. E com isso chega até 10% do valor do crédito. Só para você ter uma idéia, se você fizer um Ouro Cap de R$1000,00, em três anos ele te dá um lucro de R$41,00 ou seja 4.1% em três anos.

    Um Abraço

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 27/10/2008 23:00

    Apesar de sempre negado (o presidente Lula ainda dizia: "Crise? Que crise? Pergunta para o Bush!"), de medida em medida, já temos 22 - entre elas DUAS Medidas Provisórias [442 e 443]. Portanto, "O Pacote do governo existe e tem duas MPs poderosas...".

    Na minha opinião no entanto, ela [a crise] será o grande "bode expiatório" de tudo que já estava por acontecer: a) Venda de milhões de carros financiados em 60, 72 e 84 meses - constituiam um crescimento "ôco"; b) Não acreditar que os altos preços das commodities agricolas eram uma exuberância irracional; c) Não se lembraram que a partir de 2008 teríamos a vigência plena do Acordo da Basiléia; d) Tudo começou com aquele papo de que os biocombustives estavam deslocando a produção de alimentos. Lentamente os preços recuarão porque estavam artificialmente altos e esta queda será pela maioria atribuida à CRISE americana. A diminuição do crédito em função do rigor da classificação de risco... quem vai levar a culpa? A crise dos EUA...

    Por falar em CRISE, na linguagem "mandarim" a palavra CRISE é representada pela junção de dois (2) outros ideogramas. Problema + Oportunidade.

    E assim caminha a abestalhada humanidade. No Mês que vem certamente o assunto predominante será outro...

    O ESTADO DE S. PAULO - SP

    O presidente Lula liga os pacotes dos governos anteriores a medidas para prejudicar trabalhadores

    A obsessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em diferenciar o seu governo da gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso atingiu o paroxismo na atual crise financeira internacional e produziu duas atitudes políticas que marcam todos os pronunciamentos públicos. O governo insiste que não baixou e não vai baixar nenhum pacote - só "medidas pontuais, e tantas quantas forem necessárias". A outra compulsão, a de negar a gravidade da crise e compará-la ao efeito de uma "marolinha" já foi abandonada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), mas o presidente Lula só confessa o temor da recessão em encontros reservados.

    A prática de baixar pacotes anticrise e editar planos de combate à inflação marcou os governos José Sarney (1985-1990), Fernando Collor (1990-1992), Itamar (1992-1994) e FHC (1995-2002). Em 17 anos - do governo Sarney da transição democrática ao último ano do segundo mandato de Fernando Henrique -, o Brasil foi moldado pelos Planos Cruzado, Verão, Bresser, Collor e Real, além de pacotes para enfrentar, entre outras, as crises do México (1994-1995), da Ásia (1997-1998), da Rússia (1998) e da Argentina (2001-2002).

    Ainda que a contragosto político, o governo Lula também já tem o seu pacote para combater a "crise do subprime", ou, como prefere dizer o presidente, para enfrentar os efeitos do "cassino financeiro dos ricos". De meados de setembro até a semana passada, Planalto, Fazenda e Banco Central assinaram e baixaram um arsenal de medidas que inclui duas supermedidas provisórias (442 e 443), três resoluções, um decreto e dezenas de outras providências a granel para liberar compulsório dos bancos, dinheiro para financiar a agricultura e as exportações e leilões de dólares para segurar o câmbio.

    Ao todo, 22 decisões foram pontualmente focadas na crise, quase a metade do total de medidas adotadas em 1998, na crise da Ásia, quando o governo FHC baixou o Pacote 51 - batizado com o número total de providências divulgadas.

    As medidas provisórias do governo Lula não deixam dúvida sobre a magnitude da crise e a dose do remédio a aplicar: a MP 442 transformou o BC em um hospital aparelhado para socorrer bancos com toda a liberdade e todos os instrumentos emergenciais necessários - tudo bancado pelo Tesouro Nacional e com menos vigilância do Congresso do que o Proer do governo FHC. A MP 443 dá poderes ao Banco do Brasil e à Caixa para comprar o que for necessário e for um bom negócio em matéria de bancos, financeiras e carteiras previdenciárias até o limite da estatização.

    Os sinais da crise deste ano começaram a aparecer entre 2004 e 2006. Em abril de 2007, com a exposição dos papéis podres do mercado americano de hipotecas imobiliárias e as primeiras concordatas (New Century Financial), o cenário ganhou contornos de crise bancária sistêmica.

    Com a quebra do banco de investimentos Bear Stearns (julho de 2007) e o resgate das gigantes hipotecárias dos EUA, a Freddie Mac e a Fannie Mae, e a falência do Lehman Brothers, em setembro passado, o sistema bancário travou. Um dia depois da concordata do Lehman, o presidente Lula ainda dizia: "Crise? Que crise? Pergunta para o Bush!".

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 27/10/2008 23:00

    DIPLOMA DE ASNO - Segundo a imprensa noticiou, as empresas Sadia, Aracruz e Votorantim especularam com a moeda americana e se deram muito mal. Também pudera, não aprenderam com Cacciola ! Em pleno século 21 seguiram o exemplo do italiano e especularam na contra mão ! Difícil de acreditar que ainda existem “dirigentes financeiros“ que não enxergam um palmo na frente do nariz e estejam à frente de empresas com esse poder de operações no mercado.

    Diferentemente de Cacciola, que não tinha lastro para especular vendendo dólar a R$ 1,23, quando os fatos indicavam que, apesar de Gustavo Franco e FHC dizerem que não haveria máxi, o mercado indicava que a mesa de operações do BC seria estuprada e foi, essas empresas devem ter operado com garantias e provavelmente terão que honrar as coberturas negativas que suas operações exigirem, para que as instituições que bancaram essas loucuras não venham jogar os prejuízos no colo da viúva, como aconteceu com o BC em fev/1999.

    Com o dólar defasado em m/m 50% em relação ao valor que deveria estar hoje (R$ 3,30), a “brilhante e burra” idéia de se protegerem vendendo posições em dólares parece uma piada de extremo mau gosto. Por acaso não tomaram conhecimento do intenso clamor dos produtores rurais e exportadores reclamando dessa política mal cheirosa de confisco cambial branco para fazer caridade com a população às custas do sacrifício dessa laboriosa classe. Não se deram conta e nem desconfiaram que a malandragem poderia não se sustentar. Uma barbaridade ! Como pode ?

    Daqui para frente é bom as Universidades criarem também uma nova categoria de diplomas para distinguirem os executivos que colocarem em xeque o bom nome e as finanças de empresas, como as acima citadas, com especulações perigosas: “ DIPLOMA DE BURRO “

    Outra empresas terão muitos prejuízos com cambio: As importadoras e distribuidoras de fertilizantes. É pouco provável, como recomendaria a prudência por exemplos recentes, que essas empresas tenham feito hedge A D Q U I R I N D O dólares para se protegerem das dívidas em dólares contraídas ao importarem os fertilizantes desta safra. Acho que suas margens de lucros nas operações de mistura e distribuição desta safra se esvairão com essa nova cotação, caso essa moeda não baixe até seus vencimentos.

    waldirsversutti.blogspot.com

    www.imobiliariarural.net

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